Scheidt e Prada disputarão final da Star em 3º lugar

A dupla brasileira de velejadores Robert Scheidt e Bruno Prada terminou o penúltimo dia da competição na classe Star no terceiro lugar e manteve as esperanças de medalha do Brasil. O desempenho dos brasileiros nesta quarta-feira foi fundamental para manter as chances de pódio na quinta-feira, já que Prada e Scheidt não tiveram um bom começo na série de dez regatas.

BBC Brasil |

A disputa pelo ouro ficou difícil, pois os brasileiros terminaram o dia muito atrás das duplas da Suécia e Grã-Bretanha.

Scheidt disse a jornalistas que está animado com a disputa pelo bronze.

"Nós queremos muito tentar essa medalha de bronze. Nós temos uma possibilidade amanhã de assegurar essa medalha, vamos lutar até o fim", disse Scheidt a jornalistas após a última regata do dia.

Na quinta-feira, a dupla brasileira disputa a regata final, cuja pontuação vale o dobro na classificação geral.

Bicampeão olímpico na classe Laser, Scheidt é estreante na Star nos Jogos Olímpicos. Apesar disso, ele chegou à China com esperança de se tornar o brasileiro mais vencedor da história das Olimpíadas.

Dia decisivo
"Tivemos uma semana bastante difícil aqui em Qingdao", disse Scheidt, após competir nas águas da baia de Qingdao, costa leste da China. "Hoje tivemos finalmente um dia bastante bom."
A quarta-feira foi decisiva, pois três regatas tiveram de ser disputadas em um só dia, após o adiamento das regatas de terça-feira por falta de vento.

Se Scheidt e Prada tivessem ficado fora das quatro primeiras posições, possivelmente a dupla não teria mais pontuação suficiente para competir por uma medalha.

Na primeira regata desta quarta, a dupla largou próximo à dianteira, cruzando a primeira bóia na segunda colocação. Porém, após a virada, Prada e Scheidt caíram para a quarta posição.

Em seguida, eles conseguiram se recuperar e cruzaram a penúltima marcação em terceiro, posição que mantiveram até o fim.

O primeiro lugar foi conquistado pela dupla da Grã-Bretanha, Iain Percy e Andrew Simpson, seguida pelos suecos Frederik Loof e Anders Ekstorm.

Na segunda regata, a dupla brasileira começou mal - na 12ª posição - mas logo após a primeira marcação teve um forte progresso e subiu para a terceira colocação, posição que manteve até o final.

Revezando na liderança, os suecos vieram em primeiro e os atletas da Grã-Bretanha em segundo.

Para terminar o dia em terceiro na classificação geral, Prada e Scheidt, tiveram de recuperar menos posições que nas provas anteriores na última das regatas desta quarta.

A dupla começou em quinto e conseguiu subir para segundo após a terceira marcação, mas no fim foram ultrapassados pelos franceses Xavier Rohart e Pascal Rambeau, que levaram a vice-liderança. O barco suíço tripulado por Flavio Marazzi e Enrico de Maria venceu.

Na classificação geral, a dupla da Suécia está em primeiro lugar, com 33 pontos perdidos, seguidos da Grã-Bretanha com 35 pontos. O Brasil vem em terceiro com 47 pontos, seguido pelos franceses com 51.

"Nós sabemos que o (time) francês está muito perto e o suíço também, mas acho que foi muito importante o que nós fizemos hoje. Nós conseguimos reagir e nos colocar novamente na zona de medalha", disse Scheidt.

Começo difícil
Os velejadores vieram à Olimpíada de Pequim como uma das promessas brasileiras da vela por causa do passado brilhante de Scheidt.

Com duas medalhas de ouro (Atlanta 1996 e Atenas 2004) e uma de prata(Sidney 2000) na classe Laser, o campeão tinha muitas credenciais para dar esperança à torcida brasileira, mesmo com a mudança para a Star.

Scheidt e Prada também defendem o título olímpico do Brasil na Star, já que o ouro em Atenas 2004 foi conquistado pela dupla brasileira Torben Grael e Marcelo Ferreira.

No entanto, o começo da equipe brasileira foi muito difícil.

Nas primeiras regatas, a dupla chegou a amargar dois 10º e um 11º lugar. No entanto, eles foram se recuperando ao longo da semana aos poucos até atingir o terceiro lugar.

"Acho que o principal para nós não foi nem a falta de vento. O que prejudicou um pouco a nossa dupla nas duas primeiras regatas foi realmente uma forte oscilação do vento, e nós não conseguimos aproveitar essa oscilação de trinta a quarenta graus, então tivemos dois resultados ruins nas primeiras regatas e (isso) prejudicou um pouco a pontuação", diz Scheidt.

A virada só veio após a quarta regata, quando a dupla chegou em primeiro lugar. Desde então, Scheidt e Prada conquistaram bons resultados.

Bruno Prada disse que a mudança na vela desta quarta-feira ajudou no bom resultado.

"Hoje usamos uma vela mais apropriada para o vento fraco das duas que temos direito a medir. O resultado foi mais potência e mais força", disse ele.

"Para a final amanhã vamos repetir o que estamos fazendo. Não vamos mexer em nada, já que está funcionando."

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