Scheffer promete impulsionar inclusão de Ucrânia em Plano de Ação da Otan

Kiev, 17 jun (EFE).- O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, prometeu hoje fazer tudo o que puder para que os países aliados aprovem em dezembro a inclusão da Ucrânia no Plano de Ação para a Adesão, a ante-sala da entrada na Aliança.

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"Procurarei fazer tudo o que for possível para conseguir tal consenso", disse Scheffer, em entrevista coletiva em Kiev, ao ressaltar que entende a importância dada pelas autoridades ucranianas à inclusão do país o mais rápido possível no Plano de Ação.

Ao mesmo tempo, afirmou que suas possibilidades são "limitadas", e que não pode dar nenhum tipo de garantia de que os países que se opuseram à inclusão da Ucrânia na cúpula aliada de abril, em Bucareste, mudarão sua postura.

Em Bucareste, a Otan não convidou Ucrânia e Geórgia para seu Plano de Ação, perante a rejeição de vários membros como Alemanha, França e Espanha e os protestos da Rússia, e adiou esta decisão até dezembro, apesar de prometer que ambos os países serão membros no futuro.

Por outro lado, Scheffer elogiou a campanha informativa lançada pelas autoridades para explicar as vantagens da adesão à Otan, idéia que ainda é rejeitada por metade da população do país, e desmontar alguns mitos a esse respeito.

"Em torno da Otan agora se inventam muitos mitos", disse.

O secretário-geral ressaltou que a Ucrânia é o único estado-membro da Otan que já participa por vontade própria em todas as missões e operações de paz aliadas, e negou mais uma vez que a ampliação da Aliança aponte contra a Rússia ou qualquer outro país.

Também desmentiu as afirmações de que a entrada da Ucrânia na Otan afetará sua soberania e afundará sua indústria militar.

"Ao contrário, a indústria defensiva obterá maiores ganhos", disse Scheffer, ao destacar o potencial do setor de aviação ucraniano e o interesse da Otan em desenvolver o transporte de carga aéreo.

Coincidindo com a visita do secretário-geral aliado, centenas de comunistas e adversários da entrada na Otan se manifestaram ontem e hoje, em Kiev e outras cidades, o que Scheffer interpretou como "uma prova de que Ucrânia é um país democrático". EFE bk/gs

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