Scanner que mostra partes íntimas preocupa parlmentares na UE

ESTRASBURGO, França (Reuters) - Os scanners de corpo inteiro para aeroportos, que mostram as partes íntimas dos passageiros, são como uma busca virtual em pessoas despidas, disseram parlamentares da União Européia na quinta-feira, pedindo um estudo detalhado da tecnologia, antes que ela seja implementada. Os scanners têm um sério impacto sobre os direitos fundamentais dos cidadãos, disseram os parlamentares em uma resolução adotada por 361 votos contra 16, com 181 abstenções.

Reuters |

A resolução pede que a Comissão Européia, que tem o poder executivo no bloco, faça um estudo econômico, médico e humano sobre o impacto do uso dos scanners de corpo inteiro.

A Comissão propôs no mês passado que os scanners sejam acrescentados a uma lista de medidas de segurança que podem ser usadas nos aeroportos dos 27 países do bloco.

Vários países-membros da UE, incluindo a Holanda, já usam os scanners, segundo a Comissão, acrescentando que quer harmonizar as condições nas quais o equipamento possa ser operado.

A resolução do Parlamento Europeu não pede uma proibição dos scanners, mas alguns parlamentares os acham inaceitáveis.

"Acho que é uma ofensa contra a dignidade humana. Usar essa tecnologia não nos deixa mais seguros", disse o líder do Grupo Socialista da assembléia, Martin Schulz.

"Estas são máquinas que permitem que você seja visto completamente nu", disse Schulz.

Jens Mester, porta-voz da Comissão Européia, disse que os temores dos parlamentares da UE são exagerados.

"É correto que o corpo pode, de fato, ser visto", disse. "Mas a qualidade é como o negativo de uma fotografia, não é muito clara, mas suficiente para detectar metais, explosivos ou objetos estranhos."

(Por Ingrid Melander)

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