Londres, 5 jan (EFE).- Os planos do Governo britânico de introduzir o scanner corporal nos aeroportos, para minimizar o risco de embarque de explosivos, ameaçam violar as leis de proteção ao menor, afirma hoje o jornal The Guardian.

As imagens produzidas pelas máquinas são tão realistas que supõem "uma revista virtual sem roupa", disseram ao jornal as organizações de defesa da privacidade.

Segundo o jornal britânico, o Governo enfrenta a possibilidade de suprimir o scanner corporal aos menores de 18 anos, enquanto se aprova uma legislação que garanta que o pessoal de segurança dos aeroportos não cometa crimes em virtude das leis que proíbem a pornografia infantil.

Além disso, o Governo enfrenta pedidos dos grupos de defesa das liberdades civis para impedir que as imagens dos passageiros, especialmente de pessoas famosas, acabem na internet.

O Ministério dos Transportes admitiu que o problema da "pornografia infantil" é um dos assuntos legais em estudo, depois que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, confirmou no fim de semana passado a introdução gradual do scanner corporal nos aeroportos britânicos.

Um teste piloto no aeroporto de Manchester para introduzir estes aparelhos começou no mês passado, mas depois de se definir que os menores de 18 anos ficariam isentos.

Essa decisão foi tomada depois da advertência feita por Terri Dowty, membro da organização Ação pelos Direitos das Crianças, de que o scanner podia violar a lei de proteção de menores de 1978, em virtude da qual é ilegal criar imagens indecorosas de menores. EFE vg/an

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