Saudita de 92 anos é impedido de se casar com egípcia de 17

Cairo, 13 jun (EFE) - O Ministério da Justiça egípcio impediu a consumação de um casamento entre um homem saudita de 92 anos e uma moça egípcia de 17, ao se negar a legalizar o matrimônio pela enorme diferença de idade entre os dois. O jornal egípcio Al-Akhbar, que traz a notícia, cita um alto funcionário do ministério, que afirma que a recusa a legalizar o documento implica na impossibilidade de que a menina possa abandonar o país. Uma lei egípcia relativa ao casamento de cidadãos do país e estrangeiros estabelece que a diferença de idade entre os cônjuges não pode superar os 25 anos (e, neste caso, eram 75). Caso a diferença de idade supere os 25 anos, o marido deve depositar garantias bancárias de pelo menos 40 mil libras egípcias (US$ 7.500) em nome de sua esposa como garantia para seu futuro, explica um porta-voz do ministério, que dá a entender que o idoso saudita não fez isso.

EFE |

Esta informação evidencia o caso dos ricos do Golfo Pérsico que freqüentemente viajam ao Egito para casar com mulheres muito mais jovens, de origem humilde.

Muitos destes casamentos -que são qualificados por organizações feministas de prostituição encoberta- terminam poucas semanas ou meses depois, geralmente com as mulheres grávidas e com graves problemas para que os ex-maridos reconheçam seus filhos, pois, na maioria dos casos, eles desapareceram. EFE nq/db

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