LIMA - O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, que está sendo julgado por abusos aos direitos humanos, corre alto risco de desenvolver uma trombose venosa ou coágulos sanguíneos devido à hipertensão arterial, mostrou um boletim médico divulgado na segunda-feira.

O documento, emitido pelo Instituto de Doenças Neoplásicas (IEN, na sigla em espanhol), Fujimori foi hospitalizado na sexta-feira devido a "hipertensão arterial e um edema moderado nos membros inferiores".

A saúde de Fujimori, 70, tem se deteriorado nos últimos meses. Ele até dorme durante as audiências judiciais a que tem de comparecer desde que o processo começou, há quase um ano.

"Reunidos em uma junta médica..., concluímos que o paciente (Fujimori) é portador de uma insuficiência vascular venosa periférica, uma hipertensão arterial com alto risco de desenvolver trombose venosa e gastrite erosiva severa", disse o boletim.

A trombose acontece quando um coágulo obstrui uma veia e impede a circulação normal do sangue, o que gera dor e inflamação e pode ser letal, caso aconteça no coração ou nos pulmões.

Fujimori planejava participar como testemunha do julgamento de seu ex-assessor e ex-chefe de inteligência Vladimiro Montesinos, mas a sessão foi suspensa devido à piora da saúde de Fujimori, segundo fontes judiciais.

Segundo o boletim, os médicos recomendam "evitar" o repouso prolongado durante a noite. O ex-presidente também não pode ficar imóvel por mais de 90 minutos. Fujimori terá de ser examinado novamente no dia 12 de dezembro.

Escândalo de corrupção

Extraditado do Chile há quase um ano depois de chegar do Japão, onde viveu cinco anos porque tinha cidadania japonesa, Fujimori permanece detido em um quartel policial em um bairro pobre de Lima.

Ele foi destituído da presidência no ano 2000, no começo de seu terceiro mandato, em meio a um escândalo de corrupção.

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