Moscou, 12 fev (EFE).- O chefe do Estado-Maior das Forças Espaciais da Rússia, general Aleksandr Yakushin, informou hoje que o satélite russo que bateu na terça-feira contra um aparelho particular americano era militar.

"Em 10 de fevereiro, às 19h56 de Moscou (14h56 de Brasília) ocorreu um choque entre o aparelho espacial Iridium-33 e o aparato militar russo Cosmos-2251 a uma altura de cerca de 800 quilômetros" da Sibéria, disse, citado pela agência "Interfax".

Em consequência da colisão, os fragmentos dos aparelhos espaciais se dispersaram a uma altura de entre 500 e 1.300 quilômetros, acrescentou Yakushin.

O chefe militar não precisou o número exato de fragmentos, mas disse que o sistema de controle russo do espaço faz um acompanhamento constante dos destroços de aparelhos espaciais.

O satélite Cosmos-2251 foi lançado ao espaço em 1993 e, após dois anos, foi dado como baixa da frota orbital russa, disse, enquanto o aparelho americano Iridium-33 foi colocado em órbita em 1997.

A Roscosmos, agência espacial russa, declarou que os destroços dos dois satélites não representam um perigo para a Estação Espacial Internacional (ISS) nem para sua tripulação.

A Nasa (agência espacial americana) informou ontem à noite que o choque produziu uma nuvem de escombros e advertiu que a mesma representa risco para a ISS, que se encontra em uma órbita de cerca de 400 quilômetros de altura.

Segundo a Nasa, é a primeira vez que acontece um incidente deste tipo entre dois satélites. EFE egw/an

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