Satélite franco-americano de topografia oceânica será lançado na sexta-feira

O satélite franco-americano OSTM/Jason 2, que deverá ser lançado nesta sexta-feira na Califórnia (oeste), fornecerá medidas precisas sobre a evolução do nível dos oceanos para a avaliação da magnitude e do impacto das mudanças climáticas nos próximos anos.

AFP |

Se as condições meteorológicas permitirem, o Jason 2 será lançado por um foguete Delta 2 a partir da base de Vandenberg Air Force a partir das 07h46 GMT (00H46 locais, 4h36 de Brasília), no início de uma janela de lançamento de nove minutos.

Será colocado em órbita 55 minutos depois, a 1.335 km de altitude.

O Jason 2 dará continuidade às análises do nível dos oceanos e da circulação das correntes oceânicas do globo, iniciadas em 1992 pelo satélite Topex/Poseidon e a partir de 2001 por seu sucessor, o Jason 1.

Trata-se de missões conjuntas entre a Nasa e o Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) francês.

Os dados fornecidos pelos dois primeiros satélites há 16 anos já ajudaram os cientistas a estudar o aumento do nível dos oceanos e a compreender melhor a relação entre correntes oceânicas e as mudanças climáticas.

"Sem esses dados não teríamos nenhuma base de referência para avaliar as mudanças", explicou em um comunicado Lee-Lueng Fu, diretor científico da missão Jason 2, do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa em Pasadena (Califórnia, oeste).

As medições do nível dos oceanos iniciadas em 1992 foram comparadas às do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera iniciadas nos anos 50 pelo observatório vulcanológico de Mauna Loa, no Havaí.

"O nível dos oceanos é outra medida fundamental de nosso clima", um instrumento essencial para se compreender a dinâmica das mudanças e das conseqüências planetárias, acrescentou esse cientista.

Os oceanos, que cobrem mais de 70% da superfície da Terra, são o termostato do planeta. Absorveram mais de 80% do calor proveniente do aquecimento atmosférico nos últimos 50 anos, enquanto que o restante foi captado pelo ar, pela terra e pelas geleiras que se derretem, indicam os cientistas da Nasa.

js/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG