Sarney diz que Zelaya fez da embaixada comitê político

Rio de Janeiro, 28 set (EFE).- O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou hoje a atividade do deposto Manuel Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e disse que a sede diplomática não pode ser usada para a abordagem de assuntos internos de outro país.

EFE |

Sarney, um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assegurou hoje à "Agência Brasil" que Zelaya e seus seguidores transformaram a embaixada em um "comitê político".

"Esse abuso não é bom nem para Zelaya nem para o Brasil. A embaixada brasileira tem que zelar pelas leis que regulam o asilo e não se meter em assuntos internos de outros países", afirmou Sarney.

"Acho que o Brasil não pode deixar de oferecer asilo (a Zelaya), especialmente a um homem que foi deposto por um golpe. Mas o que está acontecendo, reconheço, é um certo exagero na ocupação da embaixada, que foi transformada em comitê político", disse.

O presidente do Senado lembrou que o Brasil tem uma tradição de 200 anos de respeito à soberania dos países e nunca interveio em outra nação.

Sarney apontou que o Governo poderia ter encontrado outra forma de se posicionar contra os golpistas, mas sem interferir na situação interna. EFE cm/rr

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