Sarkozy volta atrás e diz não ter visitado Fukushima após crise nuclear

Presidente francês tinha dito que visitara usina no Japão, mas foi contestado pelo principal rival nas eleições, François Hollande

iG São Paulo |

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, admitiu nesta sexta-feira não ter visitado a usina de Fukushima durante uma viagem ao Japão no ano passado, apesar de ter dito o contrário em um comício na semana passada.

Sarkozy voltou atrás sobre a visita à usina, danificada durante o tsunami de março de 2011, depois de seu principal rival nas eleições presidenciais, o socialista François Hollande, ter dito que a afirmação era mentirosa. “É a primeira vez na história da República que um candidato descreve uma viagem que nunca fez”, disse Hollande.

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AP
Sarkozy participa de debate em Paris, na França (12/04)

Em entrevista a uma rede de TV francesa, Sarkozy disse que foi ao Japão com a ministra da Ecologia, Nathali Kosciusko-Morizet, mas apenas ela visitou a usina. “Não sou engenheiro. Não preciso enfiar meu nariz na questão de Fukushima”, justificou.

Em 2009, Sarkozy provocou polêmica ao publicar uma foto no Facebook em que ele era visto em frente ao Muro de Berlim. O líder afirmou ter estado no local no momento da foto e a legendou como “9 de novembro de 1989”, mas o autor da imagem garantiu que ela foi feita no dia seguinte.

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O acidente na usina japonesa fez com que a indústria de energia nuclear se tornasse uma questão importante na eleição francesa. Os socialistas prometeram reduzir o uso deste tipo de energia, enquanto o governo de centro-direita de Sarkozy argumenta a favor da indústria.

Para o presidente, a ideia de que uma crise como a de Fukushima possa acontecer na França é “absurda”. “O que aconteceu no Japão não foi um incidente nuclear, foi um tsunami, uma onda de 42 metros de altura que danificou o sistema”, afirmou.

Após crescer nas pesquisas de opinião, Sarkozy voltou a cair em levantamentos divulgados nesta semana. O primeiro turno das eleições francesas está marcado para 22 de abril e o segundo turno para 6 de maio.

Com BBC

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