Sarkozy vai apresentar projetos para a Paris do futuro

Por Elizabeth Pineau PARIS (Reuters) - Torres futuristas de vidro, monotrilhos em vias elevadas e uma ilha artificial no rio Sena estão entre dez projetos que podem transformar Paris nas próximas décadas.

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O presidente francês pretende apresentar na quarta-feira um dos maiores planos de reurbanização da capital francesa desde que o barão Haussmann construiu grandes bulevares na cidade, no século 19.

Os projetos incluídos numa seleção inicial serão expostos na Cité de l'Architecture et du Patrimoine, o museu arquitetônico de Paris onde Sarkozy primeiro pediu uma revisão arquitetônica "ousada" da cidade, em setembro de 2007.

O britânico Richard Rogers, que nos anos 1970 criou o Centro Pompidou, um dos atuais marcos de Paris; Antoine Grumbach, arquiteto francês que quer ligar Paris a Le Havre, na costa Atlântica, e Roland Castro, que visualiza um novo centro empresarial erguido numa ilha artificial no rio Sena, apresentaram seus projetos.

Os projetos possibilitariam a Sarkozy dotar Paris do tipo de "Grands Travaux", ou grandes obras, tão apreciadas por presidentes passados, como François Mitterrand, patrono de monumentos como a nova Biblioteca Nacional e a pirâmide de vidro do Louvre.

Mas os planos estão sendo impulsionados pelas urgentes restrições econômicas, ambientais e demográficas que pesam sobre Paris e a região circunvizinha de Île de France.

ANEL RODOVIÁRIO

Confinada dentro do anel rodoviário conhecido como "peripherique", a cidade de Paris tem pouco mais de 2 milhões de habitantes, contra cerca de 7,5 milhões da Grande Londres, e a pressão para fundir-se com as áreas periféricas vem crescendo sem parar.

A aparência harmoniosa de Paris, protegida por limites rígidos à altura de seus edifícios, garante seu status de uma das cidades mais visitadas e fotografadas do mundo, mas também ameaça convertê-la em um museu vivo.

Cerca de 12 milhões de pessoas vivem na região de Île de France, responsável por 30 por cento do PIB francês, mas onde as ligações de transporte descoordenadas e os recursos mal distribuídos vêm gerando problemas crescentes.

Entre os planos apresentados estão uma ligação ferroviária subterrânea não tripulada entre centros empresariais futuros e estações ferroviárias centrais, aeroportos e uma nova rede de metrô, com a qual, até 2020, estariam garantidas as ligações da atual cidade de Paris com seus subúrbios.

Além do custo, porém, estimado em cerca de 20 bilhões de euros (26,03 bilhões de dólares), o projeto exigiria a superação de rivalidades políticas de longa data entre autoridades nacionais, municipais e regionais --uma dificuldade que já derrotou esforços anteriores de reurbanização.

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