Sarkozy admite erros em seu primeiro ano como presidente http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/24/sarkozy_disse_a_presidente_chines_que_ficou_chocado_com_repressao_no_tibete_1286069.htmlSarkozy disse a presidente chinês que se chocou com repressão no Tibete " / Sarkozy admite erros em seu primeiro ano como presidente http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/24/sarkozy_disse_a_presidente_chines_que_ficou_chocado_com_repressao_no_tibete_1286069.htmlSarkozy disse a presidente chinês que se chocou com repressão no Tibete " /

Sarkozy se opõe à regularização global de imigrantes ilegais

PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, ressaltou hoje sua oposição a uma regularização global dos imigrantes ilegais, porque a experiência mostra que conduz à catástrofe, e insistiu em aplicar a lei, enquanto criticou os empresários que contratam trabalhadores irregulares. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/24/sarkozy_admite_erros_em_seu_primeiro_ano_como_presidente_da_franca_1285593.htmlSarkozy admite erros em seu primeiro ano como presidente http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/24/sarkozy_disse_a_presidente_chines_que_ficou_chocado_com_repressao_no_tibete_1286069.htmlSarkozy disse a presidente chinês que se chocou com repressão no Tibete

EFE |

"Está descartado que faremos uma regularização global, porque conduz à catástrofe", disse em entrevista exibida pela televisão Sarkozy, que lembrou que após o processo de legalização em massa de imigrantes ilegais, em 1997, "no ano seguinte houve uma explosão de processos de asilo".

Ele também fez referência às experiências espanhola e italiana, países que fizeram algo parecido, mas "decidiram não fazê-lo de novo porque gera um efeito chamada" que "beneficia os traficantes".

Sarkozy respondeu assim a uma pergunta sobre a crise gerada pelos pelo menos 800 processos de trabalhadores em situação irregular que trabalham com contratos -e inclusive muitos pagam cotações e impostos- em Paris e em sua região e que iniciaram uma greve na última terça para pedir sua documentação legal.

O presidente francês descartou recorrer a mecanismos excepcionais ao insistir em que "há uma lei que é aplicada a todo mundo".

Em seguida, lembrou que a lei, aprovada no ano passado por iniciativa de seu governo, "prevê possibilidades de revogação" e que podem trazer estrangeiros aos setores nos quais há vagas de emprego não preenchidas, nos quais há cerca de 500 mil ao ano.

Também criticou os empresários que contratam esses trabalhadores: "Que não venham me dizer que é preciso trazer imigrantes imigrantes ilegais para trabalhar" quando o nível de desemprego de estrangeiros com situação regularizada na França é de 22%.

"Não entendo por que os empresários (que davam trabalho aos imigrantes ilegais) não tinham pedido sua regularização", e só pedem agora, quando foram atingidos pela greve, disse.

Sobre sua posição geral, e após comemorar ter terminado eleitoralmente com a extrema direita -que utilizava como principal argumento a rejeição à imigração- explicou que "somos um país aberto".

"A França continuará sendo um país aberto", mas "não podemos acolher, como disse Michel Rocard (ex-primeiro-ministro socialista), toda a miséria do mundo", ressaltou.

Nessa linha, indicou que "nunca" defendeu a "imigração zero", mas daí a dizer que é preciso buscar mão-de-obra no exterior "é um passo que não darei".

Sarkozy se declarou "a título intelectual" a favor de conceder o direito de voto nas eleições municipais aos estrangeiros extra-europeus que vivem na França há pelo menos 10 anos, com a condição de que seus países de origem aceitem o mesmo com os franceses que viverem ali.

Mas lembrou que não dispõe de "maioria" para poder aprovar uma medida deste tipo que, "longe de apresentar clareza" sobre a questão da imigração, "a fará retroceder".

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