Por Francois Murphy PARIS (Reuters) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta terça-feira uma reformulação no governo, mantendo no cargo os principais ministros e incorporando ao gabinete um parente do único presidente socialista que o país teve.

A reestruturação era esperada por causa do resultado da eleição deste mês para o Parlamento Europeu, na qual os ministros da Agricultura, Michel Barnier, e da Justiça, Rachida Dati, conquistaram cadeiras que disseram querer assumir em tempo integral.

O ministro de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, a da Economia, Christine Lagarde, e o primeiro-ministro François Fillon permanecerão em seus postos, mas ainda assim a mudança foi maior do que muitos observadores imaginavam, já que vários outros ministérios mudaram de mãos.

O novo integrante mais destacado é Frédéric Mitterrand, sobrinho do ex-presidente socialista François Mitterrand, de 61 anos, que atualmente chefia o instituto cultural da França em Roma.

Embora Sarkozy tenha sido bem-sucedido ao recrutar uma figura pública com o mesmo sobrenome de um herói da oposição socialista, ele não tirou esse novo ministro da Cultura das fileiras da esquerda, como fez no caso de Kouchner.

Mitterrand se distanciou dos socialistas décadas atrás e apoiou o candidato de centro-direita Jacques Chirac nas duas eleições em que foi eleito presidente do país.

Os socialistas fizeram um grande esforço para defender o nome Miterrand. "Um Miterrand não vale o outro", disse o parlamentar socialista Pierre Moscovici a repórteres.

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