Sarkozy recorda os fuzilados nos 90 anos do fim da Primeira Guerra Mundial

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta terça-feira que os soldados fuzilados na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foram vítimas de uma fatalidade que devorou muitos homens.

AFP |

Sarkozy, depois de prestar homenagem aos combatentes franceses e estrangeiros em uma cerimônia pelo 90º aniversário do fim do conflito, se referiu aos militares que foram fuzilados por deserção ou por motim.

"Penso naqueles homens que foram muito exigidos, que foram muito expostos e que, às vezes, foram enviados à matança por erros de comando, aqueles homens que já não tinham força para lutar", afirmou o presidente francês.

"Essa guerra total excluía qualquier indulgência, qualquer fragilidade. Mas 90 anos depois do fim da guerra, posso dizer que muitos dos que foram executados não perderam a honra, não foram covardes, e sim que simplesmente haviam chegado ao limite de suas forças", acrescentou.

Um total de 675 soldados do Exército francês foram fuzilados na Grande Guerra sob acusação de deserção, motim e desobediência ou por crimes de direito comum. Muitas pessoas pedem a reabilitação e a abertura dos arquivos para revisar seus casos.

pa-cgd/cn/fp

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