Paris, 24 abr (EFE) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou hoje que não retrocederá em seus esforços para conseguir a libertação de Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e manifestou sua confiança em que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, continue se envolvendo.

"Espero que continue se envolvendo", ressaltou em entrevista exibida pela televisão Sarkozy em referência a Chávez, após dizer que o presidente venezuelano "nos ajudou a ter uma prova de vida", e rejeitar as críticas por tê-lo recebido em Paris em novembro.

O chefe do Estado francês defendeu a gestão de seu Governo para conseguir a libertação de Betancourt, e, a esse respeito, lembrou que "tivemos uma prova de vida", algo importante "para a família".

Sarkozy acrescentou que, além disso, "tivemos seis libertações", em alusão aos seis reféns soltos pelas Farc.

Frente a isso, lembrou que durante os cinco anos que precederam sua chegada à Presidência da França, a situação de Betancourt "não avançou nem um milímetro".

E, em seguida, reiterou que "não cederei" nos esforços para colocar fim ao seu seqüestro.

"Esta mulher vive um martírio", porque "pessoas que não têm nenhum respeito pela vida humana" a amarraram com uma corrente a uma árvore, destacou, ao contar o que tinha ouvido de um dos reféns que tinha convivido com ela na floresta.

Sarkozy, que especificou que "não disse que fizemos tudo bem", ressaltou as dificuldades da negociação, e, por exemplo, falou do fato de que seus emissários têm que caminhar 15 dias em uma floresta "impenetrável" para poder entrar em contato com seus primeiros interlocutores. EFE ac/db

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