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Sarkozy quer buscar soluções ao não irlandês ao Tratado de Lisboa

Dublin, 21 jul (EFE).- O chefe de Estado francês e presidente rotativo da União Européia (UE), Nicolas Sarkozy, se comprometeu hoje em Dublin a buscar soluções para a rejeição da Irlanda ao Tratado de Lisboa junto ao Governo desse país, e negou tentar pressionar os irlandeses.

EFE |

Em sua primeira visita a um país da UE como presidente do bloco, Sarkozy se dirigiu hoje à capital irlandesa com o objetivo, segundo seus colaboradores, de "escutar" e tentar entender as razões da rejeição irlandesa ao texto.

Para isso, o francês se reuniu com partidários e detratores do tratado.

A visita foi precedida por polêmicas declarações do presidente francês em uma reunião com deputados de seu partido, a União pelo Movimento Popular (UMP), nas quais disse que os irlandeses teriam que votar novamente em plebiscito o Tratado de Lisboa.

No entanto, durante sua estadia em Dublin, o presidente francês se distanciou dessa posição.

Em comunicado conjunto no fim de sua reunião com o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, Sarkozy confirmou que respeitava o resultado do plebiscito, embora tenha expressado seu compromisso com o Tratado de Lisboa e recebido com agrado o fato de o processo de ratificação continuar em outros países-membros.

Posteriormente, em coletiva de imprensa conjunta com Cowen, Sarkozy afirmou que "nunca" disse que a Irlanda teria de organizar uma nova votação, segundo informa a agência britânica "PA".

"Disse que em algum ponto ou outro os irlandeses teriam que ter a oportunidade de dar sua opinião", acrescentou Sarkozy, que também se reuniu na capital irlandesa com líderes da oposição e representantes da campanha contra o texto europeu.

Por ocasião da rápida visita do presidente francês, centenas de pessoas fizeram uma manifestação em frente à sede do Governo, onde Sarkozy se reunia com Cowen, para exigir que a decisão irlandesa seja respeitada.

Na coletiva de imprensa conjunta, o primeiro-ministro irlandês afirmou que seu país trabalharia com seus parceiros europeus para buscar uma saída à crise.

"Não estamos aqui para apresentar uma solução ao problema.

Estamos aqui para fazer uma declaração muito geral de solidariedade, um com outro, para tentar buscar uma solução que consiga o apoio dos 27 Estados-membro", disse.

"Temos que encontrar uma solução. Necessitamos de tempo, mas estamos nos encarregando disto", acrescentou Cowen.

Em sua reunião com Sarkozy, os líderes dos dois principais partidos da oposição na Irlanda, que pediram o "sim" para o Tratado de Lisboa, disseram ao presidente francês que uma segunda consulta popular sobre o texto seria contraproducente.

Ao término do encontro, o líder do Fine Gael, Enda Kenny, declarou aos jornalistas que um segundo plebiscito não conduziria a "um mandato claro", devido às dificuldades políticas que apareceriam, segundo informa o jornal "Irish Times" em seu site.

O líder dos trabalhistas irlandeses, Eamon Gilmore, explicou que tinha dito ao presidente francês que caso fosse realizada agora uma segunda consulta popular, o Tratado de Lisboa, que substitui à Constituição européia, rejeitada em 2005 por franceses e holandeses, receberia um novo "não".

Já representantes da campanha contra o Tratado disseram, após sua reunião com Sarzozy, que o mais preocupante é que o presidente francês "não tinha captado a mensagem".

A Irlanda é o único dos 27 membros da UE que submeteu o texto - que deve ser ratificado por todos os países do bloco para que possa entrar em vigor - a uma consulta popular. EFE ep/rb/rr

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