PARIS - O chefe de Estado da França, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta quinta-feira que proporá aos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Barack Obama, a realização de uma conferência para a reconstrução do Haiti.

O presidente francês declarou que o terremoto deve ser encarado como uma chance de ajudar o Haiti a sair da "maldição" que vive "há muito tempo", e antecipou que viajará a Porto Príncipe nas próximas semanas.

O anúncio de Sarkozy, que se reuniu com o primeiro-ministro francês, François Fillon, e com os ministros de Assuntos Exteriores, Interior e Economia, acontece depois de Lula propor a Obama que o Brasil coordene a ajuda humanitária no Haiti.

Sarkozy disse ainda que a França, antiga metrópole do Haiti, foi o primeiro país a reagir e lembrou que 48 horas depois da catástrofe já há cerca de 400 soldados franceses na área.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

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