Sarkozy pede ampliação do G8 e participação do Brasil no grupo

Nações Unidas, 23 set (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu hoje que o Grupo dos Oito (G8, formado pelos sete países mais ricos do mundo e a Rússia) deve ser ampliado para um G13 ou G14 e que o Brasil deve fazer parte disso.

EFE |

Sarkozy, que participa dos debates da 63ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que começaram hoje com a presença de 192 líderes mundiais, afirmou que um "G13 ou G14" deveria incluir "China, Índia, África do Sul, México e Brasil" e defendeu a também ampliação do Conselho de Segurança.

Em coletiva de imprensa após a assembléia, o presidente aproveitou para falar da crise financeira que, segundo ele, "é a mais grave" no mundo "desde os anos 30".

Sarkozy considerou que os chefes de Estado e de Governo dos países mais diretamente afetados "devem se reunir antes do fim do ano para tirarem juntos as lições da crise financeira".

O chefe de Estado propôs que essa cúpula seja de presidentes do G8 e que seja realizada em novembro e aberta a líderes de economias emergentes.

A finalidade seria acertar medidas para enfrentar e prevenir crises financeiras como as que sacodem os mercados globais.

Sarkozy ressaltou à imprensa que as economias mais desenvolvidas "são claramente mais responsáveis que os países em desenvolvimento" pela atual situação, e por essa razão as principais potências econômicas devem ser as responsáveis por encontrar uma solução.

"Aprendamos a encarar coletivamente as crises mais agudas, já que ninguém pode resolver individualmente, nem sequer o mais poderoso", ressaltou o presidente francês ainda na assembléia.

Sarkozy reivindicou, igualmente, normas de prudência a serem aplicadas a todos os atores econômicos e que contribuam para prevenir e aliviar essas crises, além de um maior controle regulador, mais transparência e formas de remuneração que não assumam riscos desproporcionais.

Nesse sentido, defendeu a aplicação de sanções "àqueles que põem em perigo o dinheiro que economizam".

Sarkozy, que na segunda-feira recebeu o prêmio humanitário concedido pela Fundação Elie Wiesel, de Nova York, disse também que a União Européia (UE), cujo Conselho é presidido pela França até o fim do ano, "quer a paz" e que isso é possível "quando se quer". EFE emm/ab/rr

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