Paris, 24 abr (EFE) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou hoje que, como chefe de Estado, não deve dialogar com o movimento islâmico palestino Hamas, e ressaltou que não falará com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, já que ambos pretendem apagar Israel do mapa. Penso que, como chefe de Estado, eu não devo falar com o Hamas (...

) porque não tenho o direito de falar com uma organização que anunciou a intenção de apagar Israel do mapa", disse Sarkozy.

Desse modo, o presidente francês respondeu às perguntas a respeito de um possível diálogo com esse movimento. Esse assunto tinha sido abordado anteriormente pelo ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter.

Ele acrescentou que também não falará com o presidente do Irã, que também declarou sua intenção de "apagar Israel do mapa".

"Há um mínimo de princípios que devem ser respeitados", sentenciou Sarkozy.

O presidente francês explicou que Carter, como ex-presidente, é "muito mais livre". Também revelou não querer julgar a atitude de outros, porém disse que o diálogo "talvez seja útil algum dia", já que o "Hamas representa uma parte da população palestina".

Sarkozy ressaltou que deseja "o sucesso" do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que deve ser auxiliado recebendo dinheiro de países europeus.

"A Europa deve entregar dinheiro para gente que entende que não há futuro sem o reconhecimento de Israel" e não há futuro para Israel sem o reconhecimento de um Estado palestino moderno, democrático e seguro, sentenciou o presidente francês. EFE al/bm/db

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