Sarkozy não deve anunciar número de tropas no Afeganistão em cúpula da Otan

Paris, 1 abr (EFE).- O presidente francês Nicolas Sarkozy não deve revelar o número exato de tropas adicionais que pretende enviar ao Afeganistão durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que começa amanhã em Bucareste, indicaram hoje fontes do Palácio do Eliseu.

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Durante um debate no Parlamento, no qual defendeu o reforço do contingente francês no Afeganistão com a condição de que a Otan aceite as ressalvas de Paris, o primeiro-ministro, François Fillon, disse que se trata de "centenas" de militares, enquanto a imprensa indicou, nas últimas semanas, mil soldados.

Segundo as fontes, os números exatos e o local onde serão desdobradas as tropas adicionais serão fruto de conversas técnicas entre os militares.

Autoridades militares francesas expressaram sua preferência de que os reforços estejam desdobrados no leste do Afeganistão, palco de operações americanas contra os insurgentes no marco da operação "Liberdade Duradoura".

O leste do país é considerado menos perigoso que o sul, onde estão desdobradas, entre outras, as tropas canadenses, que reivindicam reforços, e também é mais próxima a Cabul, onde está desdobrada a maior parte do contingente francês da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf).

Também segundo as fontes, os reforços da França incluiriam membros das forças especiais.

As condições francesas para enviar mais tropas são a confirmação de que os aliados manterão "seus esforços" no Afeganistão, e a adoção de "uma estratégia política compartilhada", cujo objetivo seria um Afeganistão estabilizado e livre do terrorismo e do tráfico de drogas.

A França pede também uma melhor coordenação dos esforços civis e militares no terreno, além do aumento da formação das forças de segurança afegãs para permitir a segurança do país, explicou o primeiro-ministro no Parlamento.

A maioria dos franceses se opõe ao envio de tropas adicionais ao Afeganistão, assim como a oposição de esquerda, que teme um "novo Vietnã". EFE al/mac/db

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