Sarkozy, Merkel e Blair abrirão conferência sobre o novo capitalismo

Paris, 7 jan (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair abrirão na próxima quinta em Paris a Conferência Novo mundo, novo capitalismo na qual serão analisadas as possíveis alternativas ou caminhos de reforma do sistema capitalista.

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Trata-se de uma Conferência internacional, co-presidida por Sarkozy e Blair, que reunirá na capital francesa grandes personalidades da política e da economia mundial, como o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e a presidente de Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf.

O Palácio do Eliseu divulgou hoje um comunicado no qual afirma que o presidente francês pronunciará um discurso na abertura deste fórum, na presença de Blair e Merkel, e antes do encontro bilateral e o almoço de trabalho que deve celebrar com a chanceler alemã.

Após a inauguração, a conferência, que se prolongará até a próxima sexta, será desenvolvida em três mesas-redondas: "Os valores do novo capitalismo", "Mundialização e justiça social?" e "Como se pode regular o capitalismo?".

Esta última será presidida por Pascal Lamy, que antecipou hoje sua posição a favor da busca de alternativas para o capitalismo, um sistema que considerou "injusto", enquanto pediu uma maior regulação da economia mundial.

"Meu princípio é que não se deve renunciar a alternativas para o capitalismo. O fato de não termos encontrado até o momento outro sistema não quer dizer que não tenhamos que continuar buscando, pois este sistema é muito injusto", declarou o diretor da OMC em um encontro com ouvintes da rádio francesa "France Inter".

Lamy se mostrou partidário de uma "regulação em nível mundial" do sistema financeiro similar ao que existe nas relações comerciais, uma iniciativa que precisará de "cinco ou seis anos" para estar em andamento.

Por isto, apoiou os planos de salvamento lançados pelos diferentes países como uma solução "a curto prazo", embora tenha afirmado que os mesmos não solucionam o problema de fundo. EFE pi/fal

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