Sarkozy inicia visita de Estado de 48 horas à Tunísia

O presidente francês Nicolas Sarkozy chegou nesta segunda-feira à tarde à Tunísia para uma visita de Estado de 48 horas para assinar acordos nas áreas de energia nuclear, aeronáutica e imigração, além de promover seu projeto de União Mediterrânea.

AFP |

Acompanhado pela mulher Carla Bruni, Sarkozy, que visita o país pela segunda vez em menos de um ano, foi recebido no aeroporto pelo presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Alí.

Os dois mandatários caminharam pelo centro da cidade, ao lado da primeira-dama francesa.

O presidente francês foi o convidado de honra de um jantar de Estado em Cartago nesta segunda-feira à noite.

Na terça-feira receberá as chaves da cidade; no entanto, ao contrário do previsto, não estará acompanhado de Bertrand Delanoe, prefeito de Paris nascido no país árabe, que habita 10 milhões de pessoas.

Na agenda está prevista a assinatura de uma série de acordos econômicos, comerciais de aeronáutica e energia, e um para o desenvolvimento de energia nuclear civil similar aos que a França firmou com a Líbia, o Marrocos e a Argélia.

Além disso, a França assinará, pela primeira vez, acordo que prevê administrar o fluxo imigratório entre os dois países.

Por outro lado, a Tunísia encomendará dez aviões da Airbus para renovar a frota da Tunisair e contratará a empresa francesa Alstom para fornecer equipamento para a central térmica de Ghanuch (sul), segundo uma fonte, que indicou que os acordos assinados giram em torno de dois bilhões de dólares.

Sarkozy está acompanhado de aproximadamente 100 empresários, em uma visita que deve confirmar uma "excelente" e "privilegiada" relação da França com seu antigo protetorado (1881-1956).

Além dos acordos, o lançamento da União Mediterrânea é o grande assunto diplomático da agenda de Sarkozy.

Essa iniciativa, acolhida pelo presidente da Tunísia, mas vista com certa fragilidade por alguns parceiros europeus da França, será oficialmente apresentada na cúpula dos líderes europeus e dos países mediterrâneos em Paris em julho, coincidindo com a época que a França assumirá a presidência da União Européia.

O assunto dos direitos humanos também está na pauta. O regime tunisiano tem sido acusado de prender e maltratar dissidentes e impedir a liberdade de expressão.

pa-Bsh/cl

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