Sarkozy: Índia "merece" assento permanente no Conselho da ONU

Sarkozy reafirmou que Alemanha, Brasil, Japão e um representante africano e árabe deveriam ter também assentos permanentes

EFE |

O presidente da França, Nicolas Sarkozy reiterou neste sábado na Índia seu apoio a reforma do Conselho de Segurança da ONU e garantiu que este país "merece" ser membro permanente.

"É impensável imaginar que 1,1 bilhão de indianos não estejam representados de forma permanente no Conselho de Segurança", disse Sarkozy em declarações transmitidas pela televisão pública.

Reuters
Presidente francês, Nicolas Sarkozy, faz pronunciamento na Índia

O líder francês, que chegou neste sábado à Índia em visita oficial de quatro dias, discursou na Organização Indiana de Pesquisa Espacial (Isro, na sigla em inglês), na cidade de Bangalore.

Em linha com o que havia expressado em outras ocasiões, Sarkozy reafirmou que Alemanha, Brasil, Japão e um representante africano e árabe deveriam ter também assentos permanentes no Conselho.

Durante visita à Índia no início de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou apoio ao país para que aceda a este posto, um dos maiores desafios da diplomacia indiana.

Em seu discurso, Sarkozy defendeu o fim da "injustiça" do "isolamento nuclear" da Índia, que "tem direito a energia nuclear civil", e apoiou que o gigante asiático entre no grupo de fornecedores nucleares.

Apesar de a Índia não ter assinado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), o acordo de cooperação nuclear civil fechado com os EUA, já em sua última fase de desenvolvimento, abriu as portas ao comércio nuclear para vários países, entre estes a França.

Sarkozy partirá nesta tarde acompanhado de sua mulher, Carla Bruni, à cidade de Agra (norte), onde está prevista visita ao Taj Mahal.

O líder francês, acompanhado de ampla delegação composta por sete ministros, parlamentares e empresários, chegará no domingo à noite a Nova Délhi, onde deve reunir-se com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, antes de partir finalmente à cidade financeira de Mumbai.

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