Sarkozy elogia Berlusconi e subestima Obama, Merkel e Zapatero

Paris, 16 abr (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, subestimou o presidente americano, Barack Obama, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, enquanto considera o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, um exemplo a seguir.

EFE |

Esta é a conclusão que se tira das declarações feitas pelo presidente francês nesta quarta-feira a um grupo de parlamentares franceses durante um almoço de trabalho, publicadas hoje pelo jornal "Libération" em uma informação intitulada "Sarkozy se considera o chefe do mundo".

Foi um ato convocado para falar da crise e da última reunião do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), mas, no fim, segundo o jornal - que cita vários dos participantes -, o presidente francês se dedicou mais a criticar outros líderes.

Sobre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o considera um homem "muito inteligente e muito carismático", mas sem experiência, porque, segundo ele, "não levou um ministério em sua vida" e há vários assuntos sobre os quais "não tem posição".

Da chanceler alemã, Angela Merkel, disse que, "quando ela se deu conta do estado de seus bancos e de sua indústria automobilística, não teve outra opção do que se unir a minha posição", disse.

No caso de Zapatero, Sarkozy informou a seus convidados que o Governo espanhol tinha anunciado a supressão da publicidade nas televisões públicas.

Imediatamente depois, perguntou com ironia: "e sabem a quem citaram como exemplo?", em referência a ele mesmo como promotor da ideia.

Ainda com Zapatero como exemplo, afirmou que "pode ser que não seja muito inteligente", e acrescentou, sem citar nomes, que ele conhece alguns "que eram muito inteligentes e que não estavam no segundo turno das presidenciais", em clara alusão ao ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin.

"Em minha carreira política, ganhei de gente sobre quem se dizia que era mais inteligente e estava mais preparada que eu", acrescentou Sarkozy.

A grande conclusão de Sarkozy foi que "o importante na democracia é ser reeleito. Olhem Berlusconi, foi reeleito três vezes". EFE pi/an

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