Sarkozy e Mubarak estudam vias para fim da violência em Gaza

CAIRO - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e seu colega egípcio, Hosni Mubarak, se reuniram nesta segunda-feira pela segunda vez em dois dias, a fim de encontrar um plano que permita interromper a violência em Gaza, segundo a imprensa local.

Redação com agências internacionais |


Em entrevista coletiva em Sharm el-Sheikh, na península do Sinai, Mubarak anunciou que "o Egito convida os israelenses e os palestinos para uma reunião urgente" para negociar acordos e garantias na Faixa de Gaza.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o projeto de trégua imediata, proposto por Mubarak, foi entregue por Sarkozy ao primeiro-ministro de Isarael, Ehud Olmert.

Ainda segundo o jornal, Os Estados Unidos e a França estão tendo intensas conversas com o Egito sobre a possibilidade de colocar uma delegação na fronteira entre Egito e a Faixa de Gaza, para impedir a entrada de armas.

A França teria proposto, ainda, que uma pequena força naval fosse indicada para monitorar a entrada de armas pelo oceano.

A agência oficial egípcia Mena informou que a conversa entre Sarkozy e Mubarak foi centrada na situação de Gaza e na "agressão israelense" contra os palestinos desse território. Eles também analisaram os esforços internacionais para pôr fim aos ataques e alcançar um cessar-fogo.

Sarkozy chegou ao Egito procedente de Beirute, após decidir prolongar uma viagem pelo Oriente Médio que começou nesta segunda, a fim de buscar uma trégua nos combates de Gaza. Além do Egito, o dirigente francês visitou Cisjordânia, Israel, Síria e Líbano em seu giro pelo Oriente Médio.

Hamas

Nesta terça-feira, dois dirigentes do movimento islâmico Hamas se reuniram no Cairo com autoridades egípcias para buscar uma forma de deter as operações militares em Gaza, segundo fontes do grupo palestino.

A Mena informou que a parte egípcia esteve liderada pelo general Omar Suleiman, chefe dos Serviços de Informação e um dos mais importantes assistentes do presidente do país, Hosni Mubarak.

Fontes do Hamas disseram que, nessa reunião, realizada a portas fechadas em um prédio dos Serviços de Informação, os representantes contaram às autoridades egípcias seus pontos de vista sobre a crise de Gaza.

"Explicamos a posição do Hamas sobre a agressão e o bloqueio da população (de Gaza) e como terminar esta agressão", disse à rede de televisão catariana Osama Hamedan, representante no Líbano desse movimento palestino.

Nem o dirigente do Hamas nem a agência Mena, que citou uma "fonte responsável egípcia", divulgaram detalhes das conversas.

Os dirigentes palestinos viajaram ao Egito a convite do governo do Cairo para analisar a situação da população de Gaza.

A agência indicou que, na reunião, Suleiman informou à delegação do Hamas "sobre os esforços que o Egito está fazendo e os contatos realizados com todas as partes envolvidas no conflito" em Gaza.

Suleiman foi o responsável por conseguir a trégua entre Hamas e as forças israelenses que durou seis meses em Gaza, antes de ser rompida em 19 de dezembro, o que causou a retomada das hostilidades.

Ele também teve um papel-chave nos esforços para reconciliar as diferentes facções palestinas, especialmente Hamas e Fatah, o grupo do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Nahum Sirotsky, colunista do iG, comenta a situação em Gaza; veja o vídeo:


11º dia de bombardeios


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