Estrasburgo (França), 4 abr (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, elogiaram hoje, na abertura dos debates do Conselho Atlântico, a nova estratégia do presidente americano, Barack Obama, para o Afeganistão.

"Queria dizer ao presidente Obama o muito que estimo seu novo enfoque sobre o Afeganistão. Não temos direito de perder, ali está em jogo uma parte da liberdade do mundo", disse o chefe de Estado francês.

Após as palavras de boas-vindas do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, discursaram o presidente francês e a chanceler alemã, como anfitriões desta cúpula de 60º aniversário da organização.

Sarkozy defendeu a "afeganização" da missão naquele país, ou seja, a transferência gradativa da responsabilidade às autoridades civis e militares afegãs, princípio que inspira também o novo enfoque americano.

Merkel expressou seu "reconhecimento" pela nova estratégia americana.

O Afeganistão, disse a chanceler alemã, "é a prova da verdade" para a Aliança. Merkel destacou a necessidade de continuarem atentos para que "nenhum terrorista possa viver ali" e confirmou que a Alemanha contribuirá para o esforço internacional, mas será preciso "fazer um balanço honesto" dos avanços.

O presidente francês manifestou que a Europa está "orgulhosa de trabalhar com o presidente Obama", que "compreendeu que a Europa da defesa não se contrapõe à Otan, mas é um complemento".

Sarkozy afirmou também que a Otan é uma organização "a serviço da paz, não da guerra", e que o fato de França e Alemanha sediarem juntas a cúpula "mostra a vontade de paz" na qual se baseia a Aliança.

Para franceses e alemães, "a amizade não é uma escolha, mas uma obrigação. Houve no passado milhões de mortos entre nós".

Sarkozy comunicou a todos os membros do Conselho Atlântico a decisão da França de "ocupar todo seu lugar" na organização, com o retorno à estrutura militar.

"Somos da família. Temos nossas convicções, mas queremos dizer a todos que podem contar com a França", disse. EFE jms/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.