Cairo, 5 jan (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, é esperado hoje no Egito em uma missão diplomática que busca uma trégua na Faixa de Gaza, dentro dos esforços internacionais para evitar uma escalada da tensão no Oriente Médio.

Sarkozy se reunirá no final do dia de hoje com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, na cidade turística de Sharm el-Sheikh, no extremo sul da Península do Sinai, lugar preferido pelo governante egípcio para receber personalidades estrangeiras.

A agenda divulgada no fim de semana passado em Paris indicava que Sarkozy chegaria ao Egito na primeira etapa de sua viagem pela região, e do Cairo viajaria a Jerusalém e Ramala, para se reunir com as autoridades palestinas.

Fontes oficiais egípcias, no entanto, disseram que Sarkozy viajará primeiro a Jerusalém e Ramala, e depois virá ao Egito, hoje mesmo. A viagem inclui também passagens em Damasco e Beirute, para se reunir com as máximas autoridades sírias e libanesas.

A mudança de planos pode estar ligada ao desejo do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, de estar presente amanhã, terça-feira, na reunião do Conselho de Segurança da ONU na qual será analisada a situação da Faixa de Gaza.

No Egito, Mubarak recebeu hoje uma delegação da União Européia (UE) que chegou ontem à noite ao Egito, em outra viagem paralela pela região para tentar aliviar a situação humanitária em Gaza e conseguir um cessar-fogo.

Mubarak recebeu a missão, liderada pelo ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Karl Schwarzenberg, em Sharm el-Sheikh, em encontro que também teve a presença do ministro de Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit.

Não há informações oficiais sobre os resultados desta visita, mas, ontem à noite, a missão européia - em entrevista coletiva - insistiu na necessidade de alcançar em breve uma trégua em Gaza e declarou sentir-se "profundamente comovida" pela situação no território palestino.

Logo após se reunir com Mubarak, a missão da União Européia se dirigiu a Israel, Cisjordânia e Jordânia, para continuar suas gestões. EFE nq-ag/an

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