Sarkozy e chefe da maioria parlamentar libanesa fazem apelo à paz em Gaza

Paris, 2 jan (EFE).- O chefe da maioria parlamentar libanesa, Saad Hariri, se reuniu hoje com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para falar sobre a situação na Faixa de Gaza e no Oriente Médio, antes de viajar à região na próxima segunda-feira.

EFE |

Sarkozy "quer a paz" e vai tentar "ver todo mundo", disse Hariri ao sair do Palácio do Eliseu aos jornalistas que lhe esperavam.

Seu objetivo, acrescentou, é "ver como pode ajudar os palestinos" e tentar deter o que está acontecendo em Gaza.

O encontro entre Hariri e o chefe de Governo francês durou quase uma hora.

O parlamentar libanês expressou seu temor de que o conflito possa contagiar seu país, onde o movimento xiita Hisbolá apóia o também islamita Hamas (sunita), mas ressaltou que "todas as partes políticas" falaram sobre este risco.

Hariri se mostrou convencido de que ninguém tomará por sua conta a decisão de provocar uma crise similar no Líbano, apesar de que o Hisbolá fez na semana passada de uma apelo à Jihad (Guerra Santa) contra Israel.

Na quinta-feira, o presidente francês recebeu no Palácio do Eliseu à ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, que lhe comunicou que ainda não tinha chegado o momento de frear a atual ofensiva de seu país na Faixa de Gaza e que os bombardeios seguiriam até que o Hamas freie seus ataques contra Israel.

O porta-voz do Ministério francês de Assuntos Exteriores, Eric Chevalier, lembrou hoje, por sua parte, que o primeiro objetivo da França é conseguir uma trégua humanitária em Gaza.

Nicolas Sarkozy viajará na segunda-feira e na terça-feira à região, enquanto o titular de Exteriores, Bernard Kouchner, participará a partir do domingo na visita da "troika" comunitária ao Egito, Israel, os Territórios Palestinos e Jordânia.

Esta delegação será liderada pelo ministro tcheco de Assuntos Exteriores, Karel Schwartzenberg, que desde 1º de janeiro ostenta a Presidência da UE.

Também participarão dela o Alto Representante da UE, Javier Solana, a comissária européia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, e o ministro sueco de Assuntos Exteriores, Carl Bildt. EFE lg/ma

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