Sarkozy diz ter tido conversa apaixonante com Obama

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou nesta sexta-feira, logo após um encontro com Barack Obama, virtual candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, que existe entre ambos uma grande convergência de opiniões e que eles tiveram uma conversa apaixonante. Obama realizou uma curta visita a Paris, que durou apenas cerca de seis horas, e seu único encontro foi com o presidente Sarkozy, no Palácio do Eliseu, seguido de uma coletiva conjunta.

BBC Brasil |

Apesar da viagem relâmpago à França, Obama não passou despercebido. O senador de Illinois foi recebido praticamente como um astro por cerca de 200 jornalistas que lotaram a sede da Presidência francesa.

Centenas de pessoas também aguardaram nos arredores do Palácio do Eliseu para tentar vê-lo e saudaram sua chegada. Durante o dia, parisienses também saíram às ruas usando camisetas com a imagem de Obama.

"Boa sorte"
Durante a entrevista no final desta tarde, Sarkozy e Obama demonstraram afinidades e trocaram inúmeras amabilidades, além de tapinhas nas costas e sorrisos.

Apesar de afirmar "estar disposto a trabalhar ao lado do vencedor das eleições presidenciais americanas, em novembro próximo, seja ele quem for", Sarkozy não conseguiu esconder seu entusiasmo em relação ao candidato democrata.

"Boa sorte Barack Obama. Se for ele, a França ficará muito feliz. Se não for ele, a França será amiga dos Estados Unidos", disse Sarkozy, que já havia encontrado Obama em uma viagem a Washington, em 2006. Na época, Sarkozy era ministro do Interior.

Obama, por sua vez, disse se inspirar da energia de Sarkozy. "Ele está o tempo todo em movimento. Perguntei como é a sua alimentação", brincou o democrata.

Contraste
A visita de Obama contrastou totalmente com a de seu rival republicano, o senador John McCain, que se reuniu em março passado com o presidente Sarkozy em um clima de quase indiferença por parte da imprensa francesa.

Nesta sexta-feira, o virtual candidato democrata foi manchete dos principais jornais franceses. O jornal Libération escreveu "Obamania" em sua capa, com a foto das milhares de pessoas reunidas em Berlim, na véspera, para assistir ao discurso do senador.

A esquerda francesa, porém, ficou frustrada com a visita de Barack Obama. Ele recusou o convite para se reunir com líderes do Partido Socialista.

Segundo o jornal Le Figaro, o democrata teria evitado o encontro porque a esquerda francesa, considerada mais radical do que em outros países europeus, poderia desagradar seu eleitorado centrista.

Obama também possui na França vários comitês de apoio à sua campanha. Um deles reúne personalidades do país, como filósofos, escritores e artistas. O candidato negro também é bastante apreciado por jovens das periferias pobres da França, onde moram sobretudo imigrantes de origem africana e árabe.

Durante o encontro no Palácio do Eliseu, Sarkozy e Obama discutiram temas variados como mudanças climáticas, a situação no Iraque, no Afeganistão e no Oriente Médio, além da crise financeira internacional.

Obama deixou Paris à noite e viajou para Londres, última etapa de seu giro europeu. Na capital britânica, ele será recebido pelo primeiro-ministro, Gordon Brown, e também se encontrará com o ex-chefe de governo Tony Blair.

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