Sarkozy diz que verdadeira frança da Segunda Guerra foi a de resistência

Paris, 8 mai (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, ressaltou hoje que durante a Segunda Guerra Mundial a verdadeira França foi a da resistência, e não o regime de Vichy, que colaborou com os nazistas.

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"Não se deve esquecer nenhum crime, mas a França, que tantas vezes em sua história lutou pela liberdade e dignidade dos homens, a França que podemos mostrar aos nossos filhos, não era a de Vichy", disse Sarkozy.

Em discurso feito durante a comemoração do armistício da Segunda Guerra Mundial em Normandia, o chefe de Estado prestou uma homenagem a alguns dos principais símbolos da resistência francesa contra o nazismo.

"A verdadeira França não era a milícia. A verdadeira França, a França eterna, tinha a voz do general Charles de Gaulle, a coragem de Jean Moulin, o rosto luminoso de Germaine Tillion, de Lucie Aubrac, de Honoré d'Estienne d'Orves, do comandante Kieffer".

Sarkozy afirmou que com o armistício não se celebra só "uma vitória militar" sobre o regime Adolf Hitler, mas "acima de tudo uma vitória moral dos que personificaram os melhores valores da França".

Em 1995, Jacques Chirac foi o primeiro presidente francês a reconhecer a responsabilidade do país na deportação dos judeus da França e na colaboração do regime de Vichy com o nazismo.

Sarkozy também anunciou a criação de um novo comando das forças especiais do Exército que levará o nome do comandante Philippe Kieffer, que participou do desembarque de Normandia em 1944.

O presidente francês pôs uma coroa de flores junto à estátua do general de Gaulle na avenida Champs-Elysées de Paris.

No início da tarde, Sarkozy e Michaelle Jean, Governadora Geral do Canadá, visitou o cemitério de soldados canadenses de Beny-Reviers, mortos ao participar do desembarque de junho de 1944.

EFE ac/plc

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