Sarkozy diz que UE pode ter mais que 4 países em Washington

Bruxelas, 7 nov (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, previu hoje que haverá mais de quatro países da União Européia (UE) representados na cúpula financeira de Washington.

EFE |

Em discurso por ocasião do 50º aniversário da UE, Sarkozy ressaltou a necessidade de a Europa dispor de uma "posição comum" diante da reunião do G20 - grupo formado por países desenvolvidos e emergentes -, que deseja reestruturar o sistema financeiro mundial.

"Quem pode pensar que os 27 países-membros da UE estarão representados simplesmente porque quatro foram convidados para a cúpula?", questionou o presidente francês. No entanto, Sarkozy ressaltou que possivelmente outros países europeus também serão convidados.

Em princípio, França, Alemanha, Reino Unido e Itália - como integrantes do Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) - são os únicos representantes da UE convidados para a reunião, embora outros membros tenham solicitado sua participação.

A reunião informal de chefes de Estado e de Governo da UE para preparar a cúpula do G20 deve decidir se outros países participarão do encontro.

Em seu discurso, pouco antes do começo do encontro dos líderes europeus, Sarkozy destacou a necessidade de a UE "coordenar sua política econômica" diante da "crise muito grave" vivida hoje.

"A coordenação das políticas econômicas é uma clara obrigação.

Não há outra opção", assegurou o presidente francês, que ressaltou que a Europa "nunca necessitou tanto de uma unidade como atualmente".

"A Europa deve participar (do cenário internacional), e para participar precisa estar unida em sua ambição e sua visão", disse Sarkozy, ao afirmar que hoje os 27 países-membros chegarão a um acordo.

Aproveitando a realização do 50º aniversário da UE e dos 120 anos do nascimento de Jean Monnet, considerado um dos pais da Europa unida, Sarkozy fez um apelo à recuperação "da ambição e da criatividade" na UE e a não-aceitação a regras traçadas anteriormente.

Neste sentido, brincou com a realização da segunda reunião informal, convocada este semestre.

"Para alguns parecerá muito. O que me surpreende é que outros se surpreendam porque tomemos nossa responsabilidade", disse Sarkozy.

EFE mvs/fh/jp

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