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Sarkozy diz que retirada das tropas russas é inegociável

Paris, 17 ago (EFE).- O chefe de Estado da França, Nicolas Sarkozy, disse, em artigo em um jornal francês, que a retirada sem demora das tropas russas da Geórgia é um ponto inegociável do acordo de cessar-fogo.

EFE |

"Se esta cláusula do acordo de cessar-fogo não for aplicada rapidamente e totalmente, teria que ser convocado um Conselho europeu extraordinário para decidir sobre as conseqüências a serem tomadas", advertiu o presidente da França, país que ocupa a Presidência rotativa da União Européia (UE).

As declarações de Sarkozy foram feitas em um artigo que será publicado amanhã no jornal francês "Le Figaro".

Em uma conversa telefônica hoje com o presidente russo, Dmitri Medvedev, Sarkozy advertiu sobre as "graves conseqüências" que teria caso não respeitasse plenamente e imediatamente o acordo de cessar-fogo na Geórgia, como apontou o Palácio do Eliseu em comunicado.

Medvedev disse hoje que na segunda-feira começará a retirada das unidades russas tanto do território georgiano controlado por Tbilisi como da região separatista da Ossétia do Sul, onde permanecerá um contingente de "pacificação", segundo informações de Moscou.

No artigo no "Le Figaro", Sarkozy pede que a retirada das forças russas para as suas posições anteriores ao início das hostilidades deve ser efetuada "sem demora".

"Este ponto não é negociável, a meu ver. Deve afetar todas as forças russas que entraram na Geórgia desde 7 de agosto", acrescenta o chefe de Estado da França.

Sarkozy, que viajou para Moscou e Tbilisi para negociar esse acordo assinado por ambas as partes, assinala que além da retirada resta "muito a fazer para estabilizar a situação de forma duradoura".

"Também deveremos determinar se a intervenção da Rússia contra seu vizinho georgiano foi uma resposta brutal e excessiva, neste caso singular, ou se inaugura um novo endurecimento de Moscou em relação aos seus vizinhos e à toda comunidade internacional, o que inevitavelmente teria conseqüências em sua relação com a UE", afirma Sarkozy. EFE ao/bm/rr

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