Sarkozy diz que próxima cúpula do G20 deve dar respostas à crise

Brasília, 7 set (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou hoje em Brasília que a cúpula de chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e principais emergentes) marcada para o final deste mês deve dar resultados concretos sobre respostas à crise mundial.

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Durante entrevista coletiva concedida junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sarkozy disse que a reunião do G20, que terá lugar na cidade americana de Pittsburgh, pode ser conclusiva em alguns assuntos e é preciso garantir que "não seja uma cúpula para nada".

Os governantes do G20 se reunirão nos dias 24 e 25 de setembro em Pittsburgh. A expectativa é de que reafirmem seu compromisso com o fortalecimento do sistema financeiro para impedir riscos excessivos e futuras crises, assim como o apoio ao crescimento sustentado das economias.

Sarkozy defendeu um equilíbrio dos votos no Fundo Monetário Internacional (FMI) para dar mais participação aos países emergentes, como o Brasil, com o qual seu Governo tem uma "aliança estratégica".

"É preciso dizer ao Brasil que o país tem seus deveres, mas também seus direitos", disse o presidente francês.

Sarkozy defendeu não só a reforma do Conselho de Segurança da ONU, no qual considera que o Brasil e um país africano devem ter assentos permanentes, mas também uma ampliação do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia).

"No G8, não podem convidar o Brasil para um café da manhã no terceiro dia de reuniões", afirmou o presidente francês, que já defendeu a ampliação do grupo.

Por sua vez, Lula lembrou hoje na mesma entrevista coletiva que o Brasil e França trabalharam juntos com sucesso no G20 e em outros fóruns internacionais.

"Brasil e França estão juntos para reforçar o diálogo entre as economias industrializadas e os emergentes, cuja voz precisa ser ouvida", afirmou o presidente.

"Em Pittsburgh, vamos insistir na regulamentação transparente dos agentes financeiros", disse Lula, mas destacou que as mudanças necessárias ao sistema financeiro internacional ocorrem com menos rapidez do que ele e Sarkozy gostariam.

"Ficou claro que o mundo não pode sobreviver a uma terceira onda de especulação como essa que já vivemos", apontou Lula.

Brasil e França também trabalham para defender propostas conjuntas na cúpula sobre a mudança climática que será realizada em dezembro em Copenhague.

"Levaremos uma posição comum a Copenhague porque não temos o direito de fracassar", acrescentou Sarkozy. EFE ed/bba

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