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Sarkozy diz que Espanha deve ser membro do G20

Madri, 28 abr (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu hoje o direito da Espanha de participar do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), durante o discurso que pronunciou em uma sessão solene no Parlamento espanhol, no qual defendeu uma moralização do capitalismo.

EFE |

"Seria completamente injusto que a Espanha não estivesse entre os países do G20. Não é uma questão de escolher, é um dever", afirmou Sarkozy, que se referiu ao peso econômico da Espanha, onde hoje conclui uma visita de Estado.

O presidente da França também falou da crise econômica mundial para afirmar que "nos obriga a pensar de outro modo", a "chegar a resultados, a decisões", e a repensar o que fazer, com as opções de esperar que passe e retomar os antigos costumes "ou dizer a nossos cidadãos: nunca mais".

Esse será, segundo Sarkozy, o objetivo das próximas reuniões internacionais, nas quais a Europa deverá se pronunciar "com uma só voz", porque, caso contrário, "não temos nenhuma possibilidade de convencer o mundo da mudança".

"É preciso pedir uma refundação, uma moralização do capitalismo.

Ninguém aqui pode aceitar que os especuladores tenham privilégios sobre os empresários", acrescentou.

Sarkozy, que reiterou o apoio total da França à Espanha em sua luta contra a organização terrorista ETA, anunciou que os dois países criarão hoje "um Estado-Maior comum de segurança" contra os terroristas e para o combate ao narcotráfico.

Referiu-se também à luta contra a mudança climática para indicar que a Europa tem que ajudar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "a convencer o Congresso" de seu país da necessidade de avançar nesse campo.

"Em 2020, a Europa produzirá 20% a menos de emissões de CO2, e deve convencer os EUA a se unir a este combate, que também é o seu", acrescentou.

Pouco antes de ir ao Congresso dos Deputados pronunciar seu discurso, Sarkozy colocou flores no Monumento aos Caídos pela Espanha, onde estão as cinzas dos espanhóis que pegaram em armas contra as tropas francesas em 2 de maio de 1808.

Com Sarkozy, estiveram presentes os ministros franceses Bernard Kouchner (Assuntos Exteriores) e Michèle Alliot-Marie (Interior).

EFE mlg/an

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