Sarkozy diz que enfrentar Rússia comprometeria segurança energética da Europa

Bruxelas, 15 out (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, advertiu hoje aos países da União Européia (UE) que um confronto Europa-Rússia nas atuais circunstâncias não seria razoável, de modo que considerou mais inteligente a manutenção de um diálogo positivo com Moscou, sobretudo em matéria de segurança energética.

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Sarkozy transmitiu esta mensagem aos chefes de Estado e de Governo do bloco, que estão divididos sobre a retomada do diálogo a respeito de um acordo estratégico com os russos, suspenso em razão do conflito com a Geórgia.

"Estou convencido de que, em matéria de segurança energética e no pacote energia-clima, é mais interessante e inteligente que discutamos com nosso vizinho de forma positiva, transparente e responsável", destacou o presidente francês em entrevista coletiva após o primeiro dia do Conselho Europeu.

Sarkozy explicou que colocou "uma série de questões" sobre a recusa de Reino Unido, Polônia, Suécia e dos países bálticos em retomar as conversas, apesar da retirada russa das zonas adjacentes às províncias da Ossétia do Sul e da Abkházia.

Esses países acham que é cedo para retomar o diálogo, e que antes é preciso exigir a retirada total dos russos, inclusive daqueles que estão posicionados nas duas regiões separatistas da Geórgia, ou, na visão do Reino Unido, ver como transcorrem em Genebra as conversas entre as duas partes em conflito.

Sobre esta mesa de diálogo, Sarkozy admitiu que os contatos "começaram dolorosamente", mas que "o contrário seria surpreendente".

"Não somos perfeitos, mas a crise da Geórgia começou em 8 de agosto, e, dois meses depois, conseguimos a retirada das tropas russas e que haja conversas sobre os territórios georgianos da Abkházia e da Ossétia do Sul", destacou.

Por isso, acrescentou que sua intenção é manter com a Rússia um "diálogo franco e ao mesmo tempo amigável" na cúpula da UE com o país em 14 de novembro, durante a qual pretende "falar de tudo", "sobretudo" de segurança energética.

As negociações para o ambicioso acordo estratégico com os russos foram suspensas pela UE em 1º de setembro, "até a retirada das tropas russas a posições anteriores a 7 de agosto", quando começou o conflito com a Geórgia. EFE met/sc

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