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Sarkozy diz que criação de Estado palestino é prioridade e critica o Hamas

O presidente francês Nicolas Sarkozy assegurou nesta terça-feira ao líder palestino Mahmoud Abbas que a criação de um Estado palestino é uma prioridade para a França, no encerramento de uma visita de três dias a Israel e a Cisjordânia.

AFP |

Sarkozy também criticou o movimento islamita palestino Hamas, que controla Gaza, afirmando que a França não discutia com "os terroristas".

"A segurança de Israel não é negociável para a França, mas a criação de um Estado viável, democrático, moderno para os Palestinos é uma prioridade para a França", declarou o presidente francês na seqüência de uma entrevista com Abbas em Belém, na Cisjordânia.

"Eu disse aos nossos amigos israelenses: não se resolverá a injustiça feita ao povo judeu criando as condições de uma injustiça com o povo palestino", acrescentou.

O presidente reiterou o seu pedido, lançado em Israel, de "congelar a colonização, incluindo em Jerusalém Oriental", principal obstáculo das negociações de paz entre Israel e os palestinos.

"A França é amiga do povo palestino e estamos a disposição para auxiliar na criação do seu Estado, com a mesma força e mesmo o compromisso posto em serviço da segurança do Israel", acrescentou Sarkozy. "Não há dois pesos e duas medidas".

"No meu discurso e no discurso da França, não há duas linguagens, uma para o Knesset e outra diferente aqui. Há apenas só uma linguagem. A França está do lado dos que querem a paz", continuou.

Sarkozy excluiu ainda qualquer negociação com o Hamas, que é considerado uma organização terrorista pela União Européia.

"A França discute com os homens e as mulheres corajosos que fazem política e não terrorismo. A França discute com os homens de paz e não com colocadores de bombas", disse. "Não se discute com os terroristas".

O Hamas denunciou o discurso "partidário" de Sarkozy, acusando-o de misturar "resistência" com "terrorismo".

O presidente francês afirmou ainda ter constatado, enquanto ia de Jerusalém para Belém, algumas das realidades do conflito.

"Houve dor demais aqui, demasiadas desgraças. Fiquei muito feliz de vir aqui com Carla, com os ministros e as personalidades, de vir aqui em Belém e poder ver os pontos de checagem, o muro e todas as incompreensões de um lado e do outro. É necessário que isso pare", acrescentou.

Por sua vez, Abbas cumprimentou os esforços realizados por Sarkozy para apoiar o processo de paz. "Contamos com vocês para ajudar na criação de um Estado palestino livre, sem colonização e sem ocupação".

Abbas disse ainda que deseja que a UE, que a França irá dirigir a partir de 1o de julho, "desempenhar um papel político ativo no processo de paz, além do seu papel econômico".

Sarkozy e Abbas também assinaram um acordo sobre a criação, com a ajuda da França, de uma zona industrial em Belém.

Nicolas Sarkozy visitou em seguida, com sua esposa Carla Bruni-Sarkozy, a basílica da Natividade, antes da sua partida para Paris, prevista para a tarde.

Na segunda-feira, Sarkozy recordou ante o Parlamento israelense (Knesset) que era "um amigo" de Israel, afirmando ao mesmo tempo em que a segurança do Estado hebreu "não será verdadeiramente assegurada" sem um Estado palestino ao seu lado.

As declarações de Sarkozy foram recebidas positivamente por Israel e pelos palestinos.

"O presidente francês não entrou nos detalhes, mas em relação aos princípios gerais foi bastante claro, enquanto que falava na frente do Knesset e na presença dos líderes israelenses", escreveu o jornal Al-Quds, principal jornal palestino.

pa-pnk/fb

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