Por James Mackenzie PARIS (Reuters) - O partido de centro-direita do presidente da França, Nicolas Sarkozy, deve encarar uma dura derrota no segundo turno das eleições regionais neste domingo, o que pode afetar a velocidade de reformas antes da votação presidencial de 2012.

O partido de Sarkozy teve uma de suas piores derrotas em anos no primeiro turno da eleição, com o UMP ficando com 26 por cento dos votos, ante 29 por cento dos socialistas e 50 por cento dos partidos de esquerda combinados.

O alto nível de abstenção, com mais da metade dos eleitores ficando em casa sem votar, e o aumento do apoio ao partido de ultradireita, que conseguiu quase 12 por cento, ressaltaram a obscura mensagem ao governo antes do segundo turno.

O segundo turno da eleição regional começou na manhã deste domingo e segue até o início da noite, quando uma estimativa inicial do resultado será divulgada.

Na metade do pleito, 18,57 por cento dos eleitores tinham comparecido às urnas, ligeiramente acima do total nesse mesmo momento no primeiro turno na semana passada, de acordo com dados do Ministério do Interior.

Temores sobre emprego, imigração e segurança, bem como o ressentimento sobre a recente ajuda do Estado aos bancos, vêm afetando a imagem de Sarkozy.

O presidente francês está planejando uma ampla reforma no sistema previdenciário, que inclui aumentar a idade para aposentadoria, e ele ainda precisa conter o déficit público do país, que deve atingir 8,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.

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