Sarkozy destaca resposta da Europa em conflito na Geórgia

Estrasburgo (França), 21 out (EFE) - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, ressaltou hoje a importância da resposta unida oferecida pela Europa durante o conflito da Geórgia e fez um apelo no sentido de evitar uma crise entre União Européia (UE) e Rússia. Não é preciso uma crise entre Europa e Rússia, ressaltou o presidente de turno da UE diante do Parlamento Europeu (PE), onde assegurou que, apesar das diferenças entre os 27 países-membros e das autoridades russas, teria sido irresponsável criar condições para um confronto que não convém. Em seu discurso no PE, Sarkozy citou a atuação na Geórgia como exemplo de um momento de unidade na Europa e afirmou que fazia muito tempo que a UE não desempenhava um papel tão importante em um conflito. A Europa alcançou a paz. A Europa tornou possível a retirada de um Exército de ocupação e conseguiu um diálogo internacional, lembrou o presidente francês.

EFE |

"Se a Europa não tivesse feito com que prevalecesse o diálogo e a razão, quem teria feito?", perguntou Sarkozy, que insistiu em que quando a UE interveio para mediar, "os russos estavam a 40 quilômetros de Tbilisi e seu objetivo era derrubar o Governo de (Mikhail) Saakashvili".

Sarkozy insistiu hoje em que a reação russa na Geórgia foi "desproporcional", mas deixou claro que os movimentos da Rússia foram precedidos por "uma ação inadequada", em referência à intervenção georgiana na Ossétia do Sul.

"A Europa tem de ser justa e não deve ter dúvida quando tiver de sair dos esquemas ideológicos", ressaltou, ao mesmo tempo em que falou sobre a necessidade de diálogo para resolver este tipo de situações, apesar de os "Estados Unidos terem pensado que ir a Moscou não seria oportuno", lembrou.

Além disso, Sarkzoy assegurou que, até agora, o presidente russo, Dmitri Medvedev, "cumpriu os compromissos que assumiu no início de setembro".

Sobre as conversas em Genebra entre Rússia e Geórgia para conseguir uma regra permanente ao conflito pelas repúblicas separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, Sarkozy reconheceu que "começaram com dificuldades", mas assegurou que o "importante é que tenham iniciado". EFE mvs/fh/db

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