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Sarkozy destaca grande convergência de opiniões com Obama

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, mencionou nesta sexta-feira uma grande convergência de opiniões com Barack Obama, depois de uma reunião em Paris com o candidato democrata à Casa Branca.

AFP |

"Temos uma grande convergência de opiniões, e mantivemos uma conversa muito interessante", declarou Sarkozy durante uma entrevista coletiva conjunta concedida ao término do encontro.

O candidato democrata à Casa Branca conclamou o Irã a não esperar a eleição do próximo presidente dos Estados Unidos para aceitar as propostas dos ocidentais sobre seu programa nuclear, "pois a pressão só vai aumentar".

"Mudem de atitude, e vocês obterão todos os benefícios desta mudança. Continuem com seu programa ilícito, e a comunidade internacional vai aumentar a pressão cada vez mais, principalmente através de sanções", disse Obama aos iranianos.

Perguntado sobre as relações entre Estados Unidos e França, Obama lembrou que fala como candidato, mas cumprimentou Sarkozy por sua administração, que "rompeu com os estereótipos e as caricaturas".

"O americano médio ama muito os franceses", disse Obama, antes de lamentar a imagem de "unilateralistas e militaristas" que os europeus têm dos americanos.

"Nos Estados Unidos também há uma tendência de se dizer que os europeus não se comprometem com as questões de segurança difíceis".

Sarkozy disse esperar com "impaciência" que a democracia americana "escolha seu próximo dirigente para que possamos tomar, juntos, muitas iniciativas comuns para a Europa e os Estados Unidos".

Ele insistiu, por exemplo, na necessidade de estabelecer uma ação comum no Afeganistão.

"Temos muito trabalho para fazer juntos, sobre temas como o aquecimento global, a reforma das instituições mundiais, a paz no mundo ou a globalização do capitalismo financeiro", acrescentou Sarkozy.

Sarkozy lembrou seu encontro precedente com Obama, 2006, quando conversou muito "sobre os terríveis acontecimentos na província sudanesa de Darfur".

"Éramos dois neste escritório. Um de nós se tornou presidente, o outro precisa agora fazer o mesmo. Isso não é uma ingerência!", brincou Sarkozy, fazendo Obama rir.

"A América que a França ama é a América que tem grandes objetivos, uma grande ambição, grandes debates e fortes personalidades", declarou.

"Queremos uma América presente, não uma América ausente", prosseguiu.

"Somos amigos, amigos independentes mas amigos assim mesmo. Vocês precisam saber que aqui na França e na Europa, acompanhamos suas ações com muito interesse", acrescentou.

Obama fez nesta sexta-feira uma breve escala na França, antes de seguir para Londres, última etapa de uma viagem destinada a consolidar sua estatura internacional.

Em Londres, Obama se reunirá com o primeiro-ministro, Gordon Brown, com seu predecessor, Tony Blair, agora emissário internacional para a paz no Oriente Médio, e com o líder da oposição conservadora britânica, David Cameron.

Barack Obama deve retornar aos Estados Unidos na noite de sábado.

phz/yw/cn/LR

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