Paris, 26 jul (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, está plenamente consciente e bem depois de ter se sentido mal e sofrer hoje um breve desmaio enquanto se exercitava, segundo explicou o secretário-geral do Palácio do Eliseu, Claude Guéant.

Sarkozy chegou a ser levado para um hospital de Paris, de acordo com Guéant.

"O presidente está plenamente consciente, seu mal-estar não durou muito", declarou o secretário-geral em entrevista ao jornal "Le Parisien", que destacou em seu site que não tinha a informação sobre quanto tempo Sarkozy ficou inconsciente.

Segundo esta fonte, o incidente aconteceu no início da tarde enquanto Sarkozy corria nos arredores da residência oficial de La Lanterne, em Versalhes, onde costuma passar os finais-de-semana. O médico que o acompanha o atendeu imediatamente.

Em seguida, o presidente francês foi levado ao hospital militar Val de Grâce, onde está acompanhado por sua esposa, Carla Bruni, e passa por exames.

Guéant considerou "prematuro" falar sobre a possibilidade de um problema cardiovascular, mas insistiu em que o chefe de Estado francês reagiu bem.

Segundo fontes oficiais, Sarkozy foi vítima da chamada síncope vagal, que não costuma ter gravidade.

Este tipo de síncope leva frequentemente à perda de consciência e pode ter diversas causas, como a perda de açúcar no sangue, calor intenso, estresse ou dores intensas. Ela também pode acontecer quando se faz um grande esforço em jejum, por exemplo.

Sarkozy, de 54 anos, é conhecido por ser um grande entusiasta dos esportes e costuma correr e andar de bicicleta. Na quarta-feira passada, ele esteve presente ao final de uma etapa do Tour de France.

O presidente francês iria tirar férias depois do Conselho de Ministros da próxima quarta-feira e tinha previsto viajar para a Côte D'Azur.

No último dia 3, a Presidência francesa emitiu um boletim médico o qual garantia que os resultados dos exames cardiovasculares e sanguíneos do chefe do Estado eram normais.

Desde sua eleição em maio de 2007, Sarkozy já havia ficado internado no hospital Val de Grâce, quando em outubro daquele ano foi operado por um problema na garganta. EFE ac/bba

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