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Sarkozy desafia ameaças chinesas e se reúne com dalai lama

Varsóvia, 6 dez (EFE).-O presidente francês, Nicolas Sarkozy, se reuniu hoje com o dalai lama em Gdansk, no norte da Polônia, apesar das críticas de Pequim, que ameaçou com sanções comerciais e um boicote aos produtos franceses caso esse encontro acontecesse.

EFE |

Em coletiva de imprensa antes da reunião, Sarkozy, cujo país preside a União Européia (UE) neste semestre, usou palavras conciliadoras e especificou que sempre considerou o Tibete como "parte da China".

O presidente francês frisou que nunca pôs em dúvida sua decisão de se encontrar com o líder tibetano apesar das críticas, já que como chefe do Estado e presidente da UE tem "total liberdade" para decidir sua agenda.

Já o dalai lama pediu antes de sua conversa com Sarkozy um "diálogo" para solucionar os problemas que atingem o mundo.

A pressão chinesa e seu potencial econômico fizeram com que os líderes ocidentais tenham tido que considerar cuidadosamente se reunir com o dalai lama, prêmio Nobel da Paz e acusado pelo Governo chinês de ser um perigoso separatista.

Pequim já lançou ameaças similares antes do passado verão, quando o presidente francês indicou que não sabia se ia assistir à inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim em agosto, pela vulneração dos direitos humanos no Tibete.

O encontro entre Sarkozy e o dalai lama aconteceu em meio a atos de celebração do 25º aniversário da concessão do prêmio Nobel da Paz a Lech Walesa, ex-presidente polonês e peça-chave na queda do comunismo na Europa. EFE nt/rr

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