O chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, confessou nesta terça-feira que tentou mover a Europa durante sua presidência semestral da União Européia (UE), mas foi a Europa que o mudou, afirmou em seu último pronunciamento como titular do Conselho da UE no Europarlamento em Estrasburgo (leste da França).

"Tentei mover a Europa, mas a Europa me mudou", declarou Sarkozy sob os aplausos dos eurodeputados na última sessão plenária do ano.

"Acredito verdadeiramente que cada chefe de Estado e de Governo ganharia exercendo em algum momento esta responsabilidade, compreenderia que além do que nos diferencia, há muitas coisas que nos aproximam", continuou Sarkozy.

"Quando se tem a sorte durante seis meses de conhecer e ter de resolver os problemas de 27 países, ganha-se em tolerância, ganha-se em abertura de pensamento e compreende-se que a Europa é com certeza a idéia mais bela inventada no século XX e que precisamos mais do que nunca da Europa", acrescentou.

Em sua terceira intervenção no Europarlamento, Sarkozy prestou homenagem aos deputados europeus pelo apoio dado à presidência francesa, em particular no plano de luta contra a mudança climática, adotado pelos líderes da UE na sexta-feira passada e que agora deve ser validado por esta assembléia legislativa.

"O Europarlamento foi um elemento decisivo para obter resultados. Eu gostaria de dizer que foi mais fácil discutir, trabalhar e negociar com o Parlamento Europeu do que com, não vou entrar em detalhes, tal ou qual interlocutor", declarou, provocando risadas entre os presentes.

"Ao final de uma presidência, sempre são feitos elogios, não os lamentos", concluiu, manifestando "confiança" na República Tcheca, que assumirá a presidência no dia 1º de janeiro.

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