Sarkozy defende presença militar francesa no Afeganistão

Paris, 26 ago (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu hoje a manutenção das tropas no Afeganistão perante membros de um regimento do qual faziam parte oito dos dez soldados mortos em uma emboscada há uma semana.

EFE |

Para o chefe de Estado, se retirar seria para a França renunciar a seu "estado de grande potência".

Segundo Sarkozy, abandonar o povo afegão nas mãos de seus "carrascos" e dos aliados "no exercício das responsabilidades internacionais", de acordo com o que diz respeito à França como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, "seria renunciar a dar segurança aos franceses".

O presidente ressaltou a luta contra o terrorismo internacional empreendida pela coalizão aliada no Afeganistão.

"Não queremos que nesse lugar do mundo se reconstitua uma base para alimentar, adestrar e financiar o terrorismo que atingirá, como já foi o caso em Paris, Nova York, Madri, Londres e outras tantas capitais", afirmou.

Perante os pedidos da oposição de esquerda, que quer a retirada das tropas francesas, Sarkozy insistiu em que não se trata de um assunto de política partidária.

"Governos socialistas, como os espanhóis e os britânicos, enviaram seus soldados para lá, e Governos que não são socialistas" também, disse o chefe de Estado, ao lembrar que 25 dos 27 países-membros da União Européia participam da coalizão. EFE ao/rr

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