Sarkozy defende Iraque multicultural, unido e democrático

Bagdá, 10 fev (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu, em Bagdá, um Iraque multicultural, unido e democrático, e pediu aos iraquianos que esqueçam o passado para reconstruir seu país, devastado pela guerra.

EFE |

Sarkozy fez estas declarações durante uma entrevista coletiva conjunta com o presidente iraquiano, Jalal Talabani, em Bagdá.

"Queremos um Iraque onde se respeite as minorias. Também queremos um Iraque democrático e soberano, que resolva seus assuntos por si mesmo", disse o presidente francês.

Sarkozy chegou ao Iraque em uma visita surpresa, a primeira do líder francês a este país desde que foi eleito chefe de Estado, em maio de 2007, e a primeira de um presidente francês.

"Esperamos que o Iraque construa seu futuro sem olhar para o passado", disse Sarkozy, em referência ao capítulo de violência que assolou o país após a queda do regime de Saddam Hussein.

Sarkozy insistiu também na necessidade de que Iraque se integre no Oriente Médio e no mundo, após anos de isolamento.

Também expressou a boa vontade da França para "desenvolver as relações com o Iraque em vários campos, principalmente nos de energia, reconstrução, armamento e treinamento de policiais, assim como no rearmamento do Exército iraquiano".

Talabani descreveu a visita do presidente francês como "um novo passo à abertura de novos horizontes para a cooperação franco-iraquiana em particular, e um empurrão para as relações do Iraque com a União Europeia em geral".

A França apoiou militarmente ao Iraque durante a guerra contra o Irã entre 1980 e 1988, e, em 2003, durante a Presidência de Jacques Chirac (1995-2007), Paris foi um dos principais opositores à invasão ao Iraque e se negou a enviar tropas.

A visita de Sarkozy está dentro de uma viagem regional na qual deve visitar Omã, Barein e Kuwait, com o objetivo de fortalecer as relações bilaterais com estes Estados árabes do Golfo Pérsico.

O presidente francês viaja acompanhado pelo ministro de Exteriores, Bernard Kouchner e pelo da Defesa, Hervé Morin. EFE sy/an

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