Sarkozy defende incluir países emergentes ao G8

Paris, 5 jul (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse hoje que não é justo nem razoável que apenas oito países se reúnam para discutir os problemas do mundo, às vésperas da cúpula do Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados e a Rússia), que começa nesta segunda-feira no Japão.

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"Acho que não é razoável reunir oito para resolver os problemas do mundo, esquecendo China, Índia, e sem nenhum país árabe, africano e latino-americano", disse Sarkozy a 2 mil diretores de seu partido, a União por um Movimento Popular (UMP), em um conselho nacional marcado pela recente chegada francesa à Presidência da União Européia (UE).

"Não é justo nem razoável. O mundo é universal", disse.

Sarkozy afirmou que "a verdade é que, se quisermos a paz e o desenvolvimento para o mundo, todo o mundo deve ser convidado", e que não aceita que "um continente de 1 bilhão de habitantes como a África não tenha um país que o represente na mesa dos grandes do mundo".

O presidente acrescentou que potências emergentes como Brasil, Índia, China, México e África do Sul, "que serão os grandes de amanhã (...), também devem aceitar os deveres" em que isso implica.

Os chefes de Estado e de Governo de Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia se reunirão com representantes da UE e 14 países convidados a partir de segunda-feira na região montanhosa do Lago Toya, na ilha de Hokkaido, no norte do Japão.

Sarkozy também defendeu hoje a reforma do Conselho de Segurança da ONU para incluir membros permanentes como Japão, Alemanha e um país da África, da América Latina e do mundo árabe.

"Mas digo a esses países que devem estar dispostos a pagar o preço", advertiu o presidente francês, ao lembrar as tropas que a França fornece para as operações de manutenção da paz por ser membro permanente do Conselho de Segurança. EFE ik/wr/an

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