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Sarkozy defende criação de um Estado palestino viável

Por James Mackenzie PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, apoiou na segunda-feira a criação de um Estado palestino viável, mas foi cauteloso ao mencionar o apoio de seu chanceler ao possível reconhecimento de um Estado antes do estabelecimento de suas fronteiras.

Reuters |

Falando numa entrevista coletiva em Paris ao lado do presidente palestino, Mahmoud Abbas, Sarkozy reiterou o apoio da França a um Estado para os palestinos, mas acrescentou: "Nós sempre dissemos um Estado palestino viável".

"O que queremos quando defendemos um Estado palestino é um Estado real, que possa dar esperança e um futuro a milhões de palestinos. Não é apenas uma ideia", disse ele a jornalistas.

Numa entrevista a um jornal no fim de semana, o ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, disse que, a fim de romper o impasse no processo de paz do Oriente Médio, alguns países poderiam reconhecer um Estado palestino antes do estabelecimento de suas fronteiras.

"É possível imaginar um Estado palestino sendo rapidamente declarado e imediatamente reconhecido pela comunidade internacional, mesmo antes da negociação de suas fronteiras. Eu seria atraído por isso", disse ele ao Journal Du Dimanche.

Sarkozy disse que Kouchner estava pensando em possíveis formas de incentivar o processo de paz, mas que a meta da França permanecia um Estado palestino funcional com fronteiras claramente estabelecidas.

"Nas declarações de Bernard, havia a ideia de que, se não controlarmos isso, com o passar do tempo, de acordo com nossos amigos palestinos, talvez precisemos sublinhar a ideia desse Estado politicamente, para de alguma forma conseguir alguns pontos", afirmou ele.

"Mas o objetivo é a ideia de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com uma troca de territórios, como nós sempre dissemos."

A liderança palestina com sede em Ramallah disse no ano passado que tentaria o apoio do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967, referindo-se às fronteiras da Cisjordânia e da Faixa de Gaza como eram na véspera da guerra do Oriente Médio de 1967.

A liderança afirmou que a iniciativa não seria uma declaração unilateral, mas visaria garantir apoio internacional para a criação, mais cedo ou mais tarde, de um Estado com base nas fronteiras de 1967.

(Reportagem adicional de Douglas Hamilton, em Jerusalém)

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