Em discurso realizado na Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague nesta quinta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu a manutenção dos esforços para se atingir as metas estipuladas pelo Protocolo de Kyoto. Manter Kyoto, acordo que estipula que apenas nações industrializadas cortem o nível de suas emissões, é um ponto defendido por nações em desenvolvimento, mas que encontra resistência entre países desenvolvidos.

"As pessoas querem manter Kyoto, OK, vamos manter Kyoto. Mas vamos chegar a um entendimento político abrangente", disse ele.

"Um fracasso em Copenhague seria uma catástrofe para cada um de nós. Se continuarmos desta forma, caminharemos para o fracasso", disse.

"Vamos nos dar seis meses após a Conferência de Copenhague para transformar compromissos políticos em um documento legal", completou.

A oferta de manter as metas de Kyoto destoou da posição defendida pela União Europeia, favorável a um novo acordo no qual todas as nações se comprometeriam a cortar emissões.

China e Estados Unidos, os dois maiores poluidores do mundo, também apresentam posições antagônicas, com os Estados Unidos defendendo que as emissões chinesas possam ser vistoriadas internacionalmente e o governo chinês afirmando que divulgará os números, mas não aceita intromissões em sua soberania.

"Alguns países em desenvolvimento não estão totalmente satisfeitos, mas os países principais parecem mais confiantes (à tarde) do que estavam pela manhã de que um acordo seria possível", afirmou o analista de meio ambiente da BBC, Richard Black.

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