Sarkozy critica negação do Irã ao Holocausto

Paris, 3 jun (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, reclamou hoje com o ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, do fato de o chefe de Estado iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, negar o Holocausto.

EFE |

Segundo um comunicado emitido pelo Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, Sarkozy "condenou" as declarações em que Ahmadinejad questiona "realidade do Holocausto" judeu.

A nota oficial destaca ainda o "caráter inadmissível e profundamente chocante" da posição do presidente iraniano, e classifica os "ataques verbais" do Irã ao Estado de Israel como "inaceitáveis".

No encontro com o chanceler, Sarkozy também manifestou as "profundas preocupações" da comunidade internacional com as atividades nucleares iranianas e pediu a Teerã que negocie o programa atômico do país.

O presidente da França disse que Paris quer contribuir para uma solução dentro das negociações entre o Irã e o grupo de países integrado por Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido e Alemanha.

Ao fazer a oferta, Sarkozy também fez um apelo para que Ahmadinejad respeite as resoluções do Conselho de Segurança (CS) da ONU.

Isso "abriria caminho para uma cooperação muito ampla que beneficiaria o Irã (...) e reforçaria a segurança internacional e regional", acrescentou.

Caso Ahmadinejad não aceite negociar, advertiu Sarkozy, o "Irã se exporá a um isolamento internacional sempre crescente em todos os âmbitos".

O encontro do presidente francês com Mottaki terminou sem nenhum dos dois fazer declarações à imprensa. EFE jam/sc

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