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Sarkozy completa um ano de governo sob forte desaprovação

Nicolas Sarkozy, eleito presidente da França sob o lema da ruptura, que representava uma mudança política radical, é atualmente o mandatário mais impopular depois de um ano de governo desde a adoção da Constituição de 1958.

AFP |

Há exatamente um ano, Nicolas Sarkozy venceu com ampla maioria a rival socialista Segolene Royal, uma conseqüência de suas promessas e atos durante a campanha, nos quais anunciou que transformaria profundamente as instituições políticas francesas, que segundo ele estavam em estado letárgico.

No entanto, os mais de 53% dos franceses que aprovaram Sarkozy se transformaram em uma clara maioria de descontentes céticos.

Pouco mais de 70% dos franceses se declaram hoje insatisfeitos com a administração de Sarkozy, contra 28% que afirmam estar satisfeitos, de acordo com uma pesquisa publicada nesta quinta-feira.

Apenas três em cada dez pessoas acreditam que o presidente cumpriu as promessas de campanha durante este primeiro ano de governo.

Eleito com base em um programa liberal, com metas de revalorização do trabalho como "trabalhar mais para ganhar mais", agora, apenas 6% consideram a atual situação econômica melhor, contra 48% que consideram pior e 46% que afirmam nada ter mudado.

Sobre as promessas, apenas 15% consideram que Sarkozy cumpriu sua palavra e foi "um presidente de poder aquisitivo".

A queda de popularidade é analisada por muitos especialistas em opinião pública e por políticos próximos e de oposição ao presidente.

Para Stephane Rozès, do instituto de pesquisas CSZ, a queda brutal da popularidade de Sarkozy, principalmente a partir de janeiro deste ano, se explica por dois fatores: uma superexposição da vida privada que parece menosprezar a função presidencial e a impressão de que ele se distancia de seu projeto de fazer do poder aquisitivo a recompensa do trabalho e do mérito.

Segundo pessoas próximas ao presidente, a má reputação se deve "as muitas coisas que ele fez ao mesmo tempo" desde maio de 2007, explicou Dominque Paillé.

O "vigor" das reformas seria a principal causa desta situação, de acordo com o secretário de Estado para as Relações com o Parlamento, Roger Karoutchi.

"Sarkozy cometeu um erro ao apresentar todas as reformas ao mesmo tempo e fazendo crer que tudo era possível imediatamente", afirmou o deputado de direita François Goulard.

No entanto, outros analistas pensam o contrário, que a insatisfação se deve ao fato das medidas impostas não terem sido aplicadas por completo.

"O presidente propôs uma estratégia liberal, de liberalização do mercado de trabalho, das empresas e isso não foi aplicado", acusou o escritor e analista Guy Sorman, que na época da candidatura anunciou publicamente seu apoio à Sarkozy.

Segolene Royal disse que apesar de Sarkozy ter tudo nas mãos para reativar o país, fracassou porque "suas primeiras medidas foram terrivelmente injustas e ineficazes".

Sarkozy têm usado uma "máquina do tempo" para voltar atrás mais de meio século e está regredindo no campo social, afirmou o dirigente da Liga Comunista Revolucionária (LCR) e também ex-candidato presidencial, Olivier Besancenot.

bur/cl/fp

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