Sarkozy comemora discretamente aniversário de sua eleição

Longe da euforia dos primeiros dias de seu mandato, Nicolas Sarkozy festejou discretamente nesta terça-feira o primeiro aniversário de sua eleição à presidência da França, num clima de decepção generalizado em todo o país.

AFP |

Sarkozy, 53 anos, passou parte do dia de hoje em visitas, no departamento de Gard (sul), onde anunciou um aumento das aposentadorias de 0,8%.

"Não preciso fazer um balanço. Meu trabalho é agir", limitou-se a dizer Sarkozy aos jornalistas.

O presidente, que afirma odiar as comemorações, reúne, no entanto, os ministros e seus cônjugues para um jantar em Paris para comemorar sua vitória nas eleições de 6 de maio de 2007, segundo um de seus assessores.

As comemorações são discretas: depois de ter sido eleito com 53% dos votos ante a socialista Ségolène Royal, o presidente francês viu sua popularidade decair constantemente, até chegar a 32%, segundo as pesquisas mais pessimistas.

Sarkozy perdeu a confiança dos franceses devido à ausência de resultados de sua política para aumentar o poder aquisitivo, uma de suas promessas de campanha.

A oposição socialista critica duramente o presidente francês, acusado de governar unicamente para os ricos.

Sarkozy "modernizou a França", afirmou nesta terça-feira seu braço direito, Claude Guéant, mencionando as reformas já realizadas como a autonomia das universidades ou o serviço mínimo nos transportes.

A imprensa, porém, é severa, denunciando o "fracasso" do "eterno candidato".

"Existe um sentimento de raiva e uma imensa decepção", inclusive entre pessoas que apoiavam Sarkozy, afirmou o analista político Jean-Luc Parodi.

Para se recuperar, o presidente francês tenta adotar um estilo mais compatível com sua função e controlar sua hiperatividade, que muitos franceses consideram improdutiva.

Segundo seus assessores, o casamento com a ex-modelo italiana Carla Bruni o ajudou a ficar mais sereno.

Sarkozy também conta com a presidência da União Européia, que a França assumirá em 1 de julho, para se reerguer nas pesquisas de opinião.

O mandato do presidente francês expira em 2012.

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